Mesmo diante de grandes avanços tecnológicos observados nos últimos anos, a maturidade em Digital Workplace, conceito que redefine o ambiente de trabalho tradicional com a adoção de tecnologia, permanece abaixo do nível registrado no Brasil e no restante da América Latina em comparação com regiões como Estados Unidos e Europa. A constatação aparece em análises globais do Gartner e é reforçada pela leitura de mercado da Positivo S+, marca de serviços B2B da Positivo Tecnologia.
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De acordo com o Gartner, empresas latino-americanas concentram-se majoritariamente nos níveis iniciais de maturidade em Digital Workplace. Já organizações norte-americanas e europeias apresentam maior presença em estágios mais avançados, voltados à habilitação e ao empoderamento das capacidades dos colaboradores.
Para a Positivo S+, esse cenário não está associado prioritariamente à falta de tecnologia, mas à forma como o Digital Workplace ainda é organizado, governado e percebido dentro das empresas. A empresa explica que Digital Workplace não se resume a adoção de ferramentas, mas envolve diversas dimensões, como organização, papéis, governança, métricas e valor estratégico.
“O que observamos no Brasil e na América Latina é que muitas empresas ainda operam de forma reativa, focadas em manter a infraestrutura funcionando, sem tratar o Digital Workplace como uma disciplina estratégica”, afirma Carlos Maurício Ferreira, CEO Brasil e LATAM da Positivo S+.
Como incentivar o Digital Workplace
Segundo o executivo, o primeiro grande salto de maturidade acontece quando as organizações deixam de enxergar o Digital Workplace apenas como suporte e passam a estruturá-lo como um modelo operacional claro, com responsabilidades definidas e proximidade com a liderança executiva, em especial o com o CIO. “Empresas que avançam consolidam o Digital Workplace sob uma visão única, com governança, métricas alinhadas ao negócio e foco na jornada do colaborador. É nesse ponto que a tecnologia deixa de ser um fim e passa a habilitar novas formas de trabalhar”, explica.
Nos níveis mais avançados descritos pelo Gartner, como o de habilitação, o Digital Workplace se torna um elemento integrador entre TI e negócios, e cria condições para as empresas aumentarem a produtividade, colaboração e engajamento. Esse estágio é muito mais comum em empresas dos Estados Unidos e da Europa do que as da América Latina, e permite que as organizações avancem de uma lógica operacional para uma abordagem mais estratégica e orientada a resultados.
Para a Positivo S+, elevar a maturidade em Digital Workplace é um processo contínuo, que exige visão, priorização e entendimento do contexto local. “Antes de falar em inovação ou em novas tecnologias, é preciso arrumar a casa. O caminho de evolução passa por organização, governança e clareza de papéis. É isso que sustenta ambientes digitais mais eficientes, humanos e preparados para o futuro do trabalho”, conclui Carlos Maurício.
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