Segundo a Abeprest, começa uma movimentação por parte de entidades e empresas do setor de telecomunicações que pode levar à formação de até 35 mil profissionais capacitados para implantar e reparar redes IP nas casas dos usuários.
O técnico chamado para reparar a banda larga do usuário entra na residência e verifica toda a rede IP, saindo com um diagnóstico sobre a rede e sobre a utilização dos serviços baseados em internet daquele local. Não, isso ainda não é possível. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Prestadoras de Serviços de Telecomunicações (Abeprest), falta mão de obra especializada em redes IP para prestação de serviços para as operadoras de telecomunicações.
“Tivemos a iniciativa de procurar o Senac para desenvolver um curso de capacitação para instaladores de acesso, contemplando, no mínimo, 700 alunos”, diz Silvio de Carvalho Vince, diretor presidente da Abeprest. Segundo ele, outras entidades do setor – assim como as operadoras – também começaram a negociar algo parecido com o Senac. “Se as propostas se confirmarem, deveremos ter um programa que capacite cerca de 35 mil profissionais”, complementa.
O projeto ainda está em negociação e não tem data prevista para inicio. Mas, se aprovados, os cursos não deverão começar antes do segundo semestre deste ano.
“O que temos hoje é uma pequena base de profissionais que atendem às operadoras IP e já tem uma qualificação melhor para lidar com redes mais avançadas”, avalia Hélio Bampi, diretor de relações institucionais da Abeprest. “Mas esse é um volume muito pequeno se comparado com a demanda das incumbents”, complementa.
O futuro é IP
Para os especialistas da Abeprest, o IP é um caminho sem volta e que já deverá ser o alicerce para os investimentos em telecomunicações neste ano. Um estudo realizado pela companhia prevê que haverá um crescimento pequeno – de 1,3% – na prestação de serviços (instalação e manutenção) de redes fixas neste ano e os principais motivadores serão os serviços 3play, o IPTV e algumas implantações de FTTH (fibra óptica até a casa do usuário).
Nas redes celulares os investimentos na prestação de serviços de redes não serão pequenos – atingirão R$ 4,4 bilhões – mas serão menores do que os volumes de 2008. “Isso se deve ao fato de os investimentos em 3G diminuírem, lembrando que no ano passado tivemos um pico de instalação dessas redes, e por uma retração provável com a crise”, diz Vince.
“Esse quadro pode ser melhor, se o Governo diminuir os impasses regulatórios em cima do WiMax e dos serviços que dependem de FTTH”, finaliza Vince.

