Análise Setorial

Fashion Business exporta US$ 15,8 milhões

O evento encerrou a edição outono-inverno 2009 com vendas de R$ 376 milhões para as lojas multimarcas do país.

 

O Fashion Business, bolsa de negócios da moda integrada ao Fashion Rio, encerrou a edição outono-inverno 2009 com vendas de R$ 376 milhões para as lojas multimarcas do país. O resultado representa um aumento de 1,6% em relação à edição de janeiro de 2008. Já as exportações fechadas por 93 compradores de 22 países, atingiram US$ 15,8 milhões, um aumento de 2%. No total, 62 compradores estrangeiros – o dobro dos convidados pela organização do evento – foram à Marina da Glória por conta própria.

Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente do Sistema Firjan,realizador do evento ao lado do Senai Moda, afirma que “o Fashion Business provou que, apesar dos ventos não tão favoráveis, em um momento de muitas especulações internacionais em relação à economia global, a moda respondeu com crescimento, tanto para compradores internacionais quanto nacionais”.

De acordo com pesquisa do Sistema Firjan, após a crise, o Rio de Janeiro apresentou o melhor quarto trimestre dos últimos anos nas exportações de moda, com crescimento de mais de 20% em relação ao mesmo período de 2007. Por venderem produtos de menor valor, os pólos de moda do Estado tiveram bom desempenho, com destaque para Petrópolis, com aumento de 33% nas vendas em relação à edição outono-inverno passada. Os pólos do Sul Fluminense, Niterói e São Gonçalo também se destacaram. Houve casos de aumento de até 50% nos pedidos.

Eloysa Simão, da Dupla Assessoria, idealizadora e organizadora do Fashion Business ao lado da Escala Eventos, fez um balanço positivo da edição. “No geral, as marcas bateram todas as cotas, o que representa uma grande vitória para o setor”. Ela destaca ainda outro ponto muito importante para os organizadores da bolsa de negócios: o fato das marcas conquistaram novos clientes.

De acordo com o diretor do Sebrae/RJ, Cezar Vasquez, o Fashion Business é uma excelente oportunidade para as micro e pequenas empresas da cadeia da moda apresentarem seus produtos a um público comprador qualificado, nacional e internacional. “A maioria – 63% – dos empresários disse que ainda não foi afetada pela crise. E uma pequena parcela foi afetada positivamente: vendeu mais no mercado interno por conta da desvalorização do real”, afirma Vasquez.

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