Segurança

Febraban Tech: Os bancos são realmente seguros?

Executivos de cibersegurança de bancos explicaram como enxergam os riscos cibernéticos 

O painel “As inovações tecnológicas e a ciber-resiliência a serviço da sociedade”, realizado hoje (28/6) durante o Febraban Tech 2023, trouxe uma questão para começar o debate entre especialistas em cibersegurança: os bancos estão realmente seguros?

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Adriano Volpini, diretor de Segurança Corporativa do Itaú Unibanco, destaca que os riscos estão presentes no dia a dia, mas o mercado tem soluções para mitigá-los. Ele acredita que as escolhas do Itaú Unibanco garantem a segurança dos clientes. O conceito de security by design, por exemplo, é prioridade para a área de inovação, porque é uma necessidade dos clientes e do próprio negócio. 

Richard Flavio Silva, CISO do Santander, também lembra que os bancos não poupam esforços em aquisição de soluções, capacitação de pessoas e processos para proteger seus clientes e ativos. Além disso, ele aponta que o setor corporativo já vem entendendo a necessidade de descentralizar a área de cibersegurança e não deixar a responsabilidade apenas na mão da área de TI, o que também corrobora com o security by design. 

Julio Gomes, vice-presidente para Serviços Financeiros da Microsoft Brasil, diz que os bancos mudaram sua mentalidade para estarem mais seguros. Hoje, essas empresas sabem que precisam de uma estratégia de risco cibernético para minimizar os danos quando o ataque já começou. No entanto, ele lembra que isso demanda visibilidade para saber onde estão as vulnerabilidades e forças. “Quanto risco eu aceito ter na minha instituição?”, indagou.  

Já Eva Pereira, diretora de Cultura e Conscientização em Segurança na IBLISS Digital Security, aponta que o risco não será todo mitigado apenas com tecnologia. “A cultura de segurança ainda precisa alcançar a ponta da cadeia”, diz ela, destacando que não só os funcionários que trabalham conectados precisam entender os riscos cibernéticos, mas também todos os outros que realizam serviços, incluindo quem trabalha na portaria ou limpeza. 

“Ainda falta maturidade para que quem está na ponta aproveite todos os benefícios que as soluções de segurança trazem e minimizar os ricos”, afirma a especialista. Para ela, o fator humano precisa ser levado para a mesa de discussões, já que é o elo mais importante e fraco da cadeia. “São as pessoas que vão seguir processos e usar soluções de segurança.” 

 

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