Setores de lazer e entretenimento foram os que mais contrataram no período. No entanto, efetivações ficaram abaixo do previsto.
Para quem ainda estuda e procura um primeiro emprego ou para quem está à procura de uma recolocação profissional, o trabalho temporário é uma boa opção. Principalmente no mês de julho, período no qual as escolas e universidades do país entram em recesso e as empresas contratam mais por conta do aumento da movimentação em parques, hotéis, bares e restaurantes.
Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) e pelo Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo (Sindeprestem) ao Instituto Ipema constatou que foram contratados 16,5 mil temporários no país pelos setores de lazer e entretenimento (13 mil), indústria e comércio (3,5 mil) no mês de julho. Na comparação com 2011, a quantia permaneceu estável.
De todas as vagas 75% foram preenchidas por pessoas com idade entre 18 e 39 anos, em funções como atendimento, operadores de brinquedos, serviços de quarto, garçons, degustação de produtos e promotores de vendas.
Efetivações
Aproximadamente 1 mil trabalhadores tiveram seus contratos temporários transformados em efetivo, redução de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. A justificativa está na desaceleração da economia brasileira nos últimos meses, o que acabou por influenciar o comportamento das empresas frente às efetivações. “O cenário de incertezas no campo da economia faz com que as contratantes sejam mais conservadoras. Mas o trabalho temporário continua a exercer seu papel, que é gerar milhares de vagas de emprego formal e proporcionar qualificação”, aponta Jismália de Oliveira Alves, presidente da Asserttem.

