A expansão da fibra ótica e o avanço do 5G estão redefinindo o mercado de telecomunicações na América Latina. De acordo com o estudo The State of Business in Latin America, da consultoria Omdia em parceria com o Futurecom, o Brasil foi um dos países que mais ampliaram conexões em FTTH (Fiber to the Home) no segundo trimestre de 2025, com 3,5 milhões de novas adesões, alcançando 49,3% dos domicílios. O desempenho colocou o país atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos, e quase 1 milhão acima do México, que registrou 2,6 milhões no mesmo período.
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Além do crescimento da fibra, a Omdia projeta que o 5G se tornará a tecnologia predominante na América Latina em 2029, respondendo por 55% do total de conexões, o equivalente a 502 milhões. Até lá, o número de assinaturas móveis na região deve chegar a 905 milhões, com taxa de crescimento anual de 46,8% a partir de 2024.
O levantamento mostra que, embora o Brasil e o México concentrem 79% das conexões 5G atuais, a implantação da tecnologia ainda é desigual na região. Países como Argentina e Colômbia iniciaram a expansão apenas em 2023 e permanecem em estágios iniciais. Hoje, 20,6% da população brasileira já tem acesso ao 5G.
A análise também destaca os impactos financeiros do setor. A receita global de telecomunicações alcançou US$ 1,6 trilhão em 2025, com crescimento anual de 1,9%. O Brasil responde por US$ 27 bilhões desse montante e se diferencia dos demais países latino-americanos pelo aumento do ARPU (Receita Média por Usuário), que tem superado a inflação no segmento móvel.
Para Ari Lopes, gerente sênior de Service Providers Americas da Omdia (FOTO, a evolução do setor exige atenção à sustentabilidade financeira das operadoras. Empresas com participação de mercado inferior a 30% tendem a apresentar margens de EBITDA igualmente reduzidas, em alguns casos de até 9%. Países como México, Chile e Peru reúnem operadoras nessas condições, enquanto no Brasil as três principais companhias – Vivo, Claro e TIM – mantêm margens superiores a 40%, o que garante maior equilíbrio competitivo.
O estudo aponta ainda que, após os fortes investimentos realizados com o leilão de 5G em 2021, a tendência é de maior controle dos gastos nos próximos anos. No Brasil, a rede já alcança mais de 1.640 cidades. O custo dos dispositivos também tem sido um fator para a adoção mais lenta da tecnologia, mas a entrada de fabricantes chineses e a queda de preços, com modelos abaixo de R$ 1 mil, deve acelerar a expansão.
A pesquisa completa da Omdia e Futurecom traz três grandes mensagens:
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A banda larga de fibra continua sendo o principal motor de crescimento para o setor. O Brasil está entre os 10 países que mais investem na tecnologia;
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A sustentabilidade do mercado depende da saúde financeira das operadoras e de suas perspectivas para o futuro;
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O setor vive um momento de transformação e precisa inovar para aumentar a receita com novas possibilidades de negócios dentro do ecossistema digital.
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