A Fibracem anuncia a chegada da Caixa de Emenda Óptica CEO Multi 4 ao mercado brasileiro, ampliando para os provedores de internet (ISPs) uma tecnologia até então adotada principalmente por grandes operadoras. O movimento reforça a tendência de equiparar o nível de infraestrutura entre teles e provedores regionais, em um momento de expansão acelerada das redes de fibra no País.
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O principal diferencial do novo modelo está nas quatro derivações mecânicas – uma especificação historicamente demandada por operadoras e que agora passa a atender também os ISPs. Na prática, isso permite maior flexibilidade no campo: cada derivação pode acomodar de dois a oito cabos, possibilitando diferentes configurações de rede em um único equipamento.
Para operadoras e provedores, o impacto é direto na eficiência operacional. A CEO Multi 4 viabiliza a consolidação de múltiplas conexões em um único ponto da rede, reduzindo a necessidade de caixas adicionais, otimizando espaço em postes e subterrâneos e simplificando a gestão da infraestrutura. Essa característica é especialmente relevante em cenários urbanos densos e em projetos de expansão de FTTH.
Outro ponto crítico é a versatilidade de aplicação. A solução atende desde o backbone até a camada de distribuição, permitindo padronização de componentes ao longo da rede. Isso reduz custos de estoque, facilita a manutenção e aumenta a agilidade das equipes de campo – um fator estratégico para ISPs que operam com estruturas enxutas e alta demanda por ativações.
A capacidade também chama atenção: são até 144 fibras acomodadas em bandejas de 36 fibras, além de suporte a emendas diretas ou derivadas e integração com splitters. O sistema de vedação totalmente mecânico – tanto na cúpula quanto nas derivações – elimina a necessidade de tubos termocontráteis, aumentando a confiabilidade e reduzindo o tempo de instalação.
Homologada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a CEO Multi 4 chega para preencher uma lacuna no portfólio da fabricante e, ao mesmo tempo, democratizar um padrão técnico mais robusto no mercado. Para os ISPs, isso significa acesso a soluções antes restritas às grandes teles, com ganhos em escalabilidade, padronização e qualidade de serviço.

