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FMI indica quatro ações para países diminuírem o impacto de IA sobre os empregos

Crédito: iStock
Durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça, a diretora do FMI Kristalina Georgieva afirmou que o Brasil está melhor preparado para lidar com o impacto de IA sobre os empregos, porém está aquém das “economias avançadas”

 

A inteligência artificial pode ampliar as desigualdades sociais, se as nações não atuarem, rapidamente, para incluir os trabalhadores que terão as suas atividades fortemente afetadas pela tecnologia. Na última semana, em entrevista à Globonews, a diretora do FMI Kristalina Georgieva disse como a inteligência artificial pode atingir 40% dos empregos em economias em desenvolvimento, como o Brasil, e aumentar a desigualdade.

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Kristalina ressalta que o impacto de IA sobre os empregos não será instantâneo, mas será significativo. “Parte do impacto será positivo, alguns trabalhos serão aprimorados pela IA. Por exemplo o jornalismo pode ser mais produtivo, porque pode gerar mais notícias em uma fração de segundo. Mas outros empregos vão ficar obsoletos, como o telemarketing. Muito provavelmente não seriam pessoas a fazer isto, mas a inteligencia artificial”, citou.

Segundo a diretora do FMI, é importante reconhecer que os países estarão melhor preparados se tomarem ações:

  1. Criar uma infraestrutura digital
  2. Investir no capital humano, na educação, em competências para atualizar aqueles que serão afetados
  3. Criar mercados de trabalho flexíveis, mais espaço para inovação, mais investimento em inovação
  4. Dar atenção aos aspectos éticos da inteligência artificial.

Com base nestes critérios, o órgão classificou 125 países. O Brasil está acima da média entre as economias de mercado emergentes, mas atrás dos países classificados como economias avanças: Singapura, Estados Unidos, Dinamarca, Alemanha, Austrália, Reinno Unido, França. “Portanto, antes de chegarmos ao Brasil, há países que já estão em melhor posição para abraçar as oportunidades da inteligência artificial e gerir os riscos”, disse Kristalina Georgieva.

O FMI vê como natural o posicionamento das economias avanças frente ao avanço de IA, uma vez que, no estudo, identifica que 60% dos empregos nestes países devem ser afetados.

Institucionamente, o órgão promete emprenho no apoio aos membros para que estejam melhor preparados, especialmente para lidar com o risco da desigualdade. “Imagine este novo mundo: empregos que são melhorados pela inteligência artificial, recebem melhores salários e o capital obtém melhor retorno. Mas empregos que ficam obsoletos ou que não se beneficiam deste novo mundo vão ficar para trás, a menos que a sociedade implemente um sistema de proteção social forte”, comentou.

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