A Forcepoint, fornecedora de cibersegurança, divulgou seu Relatório de Previsões de Cibersegurança para 2019 no qual aponta quatro áreas de risco. O documento também explora o impacto das empresas confiarem cegamente em prestadores de serviços de nuvem, o impacto da confiança do usuário final naqueles que protegem dados pessoais mediante a biometria e o impacto potencial da confiança por toda a cadeia de suprimentos.
71,5% das violações na nuvem da AWS ocorrem por erro de usuários, aponta pesquisa
Em uma pesquisa com clientes da Forcepoint, 94% dos entrevistados identificaram a segurança na migração para a nuvem como uma questão importante. Mais da metade (58%) estão ativamente buscando provedores confiáveis com uma forte reputação em segurança, e 31% estão limitando a quantidade de dados colocados na nuvem devido a preocupações de segurança.
Os destaques do relatório incluem:
- Levados ao limite
Os consumidores, esgotados por violações e abuso no uso de seus dados pessoais, levaram as organizações a introduzir novas garantias de privacidade nos serviços fornecidos. A Edge Computing oferece aos consumidores mais controle sobre seus dados mantidos em seus smartphones ou laptops, mas as soluções atuais devem se sobrepor à falta de confiança do consumidor de que seus dados não serão vazados na nuvem para serem bem-sucedidas.
- Uma rota de colisão para a guerra fria digital
A espionagem sempre representou uma forma de estados-nação adquirirem novas tecnologias, mas conforme as oportunidades de acesso legítimo diminuem devido ao aumento das proteções comerciais, as pessoas do outro lado dos embargos passarão a ter um incentivo real para adquiri-las de formas ilegais. Como as organizações manterão a propriedade intelectual fora das mãos dos hackers patrocinados por algumas nações?
- Desconfiança com a Inteligência Artificial (AI)
Se a AI trata da reprodução da cognição, a cibersegurança na AI realmente existe? Como os atacantes capitalizarão a desaceleração de financiamento à IA? Quando confiamos em algoritmos e análises para pilotar automóveis com sucesso, fornecer informações sobre decisões médicas e alertar profissionais de segurança sobre potenciais incidentes de perda de dados, até que ponto esta confiança deve chegar? As alegações do fornecedor em torno da eficácia da AI se manterão contra a realidade de ataques cibernéticos sofisticados?
- Uma reflexão sobre falsificação
À medida que os ataques de phishing persistem, os “SIM swaps” prejudicam a eficácia da autenticação de dois fatores (2FA). A biometria oferece segurança adicional usando dados exclusivos para cada usuário final, mas novas vulnerabilidades no software de reconhecimento facial levam os especialistas a apostarem na biometria comportamental.

