Empresa especializada em smart city busca parcerias para entrar em outros países europeus, focando em cidades de médio porte e boa infraestrutura, mas que não contam com serviços digitais.
Na semana passada, a Tacira, empresa voltada para projetos de cidades inteligentes (smart city), deu seu primeiro passo rumo ao mercado internacional, com a oficialização das operações do escritório localizado em Londres, na Inglaterra. Ao mesmo tempo, a companhia participava do Smart City Expo World Congress, principal evento sobre cidades inteligentes que aconteceu em Barcelona, Espanha.
Washington Tavares, CTO da Tacira, conta que a estratégia de internacionalização da companhia é simples: foco no desenvolvimento de mercado a partir de busca de parceiros. Foi deste modo que a empresa abriu o primeiro escritório em outro país. Segundo ele, a operação em Londres já havia começado extraoficialmente em julho, com a atuação da Red Mill Associates, apoiando no desenvolvimento de produto, marketing e relações públicas.
Atualmente, a empresa parceira ainda cumpre o mesmo papel, mas de forma oficial. “Nós a contratamos”, diz Tavares. Basicamente, a Red Mill faz o meio de campo da Tacira com a Inglaterra, descobrindo qual a melhor forma de introduzir as plataformas da companhia brasileira na Inglaterra.
E a Tacira já tem ideia de quais mercados deseja atuar. Tavares conta que o foco são cidades de médio porte e com boa infraestrutura, mas que não utilizam soluções de smart city. Um exemplo seria Liverpool, cidade com 200 mil habitantes, onde a empresa poderia implantar um projeto de praça digital como o de Itatiba (SP). “São experiências correlatas que provam ser viável implementar projetos desse tipo em qualquer cidade do mundo”, diz, esclarecendo que não há nenhum projeto com a cidade de Liverpool em planejamento.
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Participação no congresso abre portas para novos projetos
A participação no Smart City Expo, em Barcelona, vem complementar essa estratégia, com a Tacira buscando relacionamentos com instituições de melhores práticas. Tavares explica que a ideia da empresa é juntar diferentes grupos que já existem, gerando conhecimento e desenvolvendo conceitos de interoperabilidade de sistemas, que é a conversação entre diferentes soluções.
E, para alcançar esse objetivo, alguns acordos de cooperação já estão sendo fechados. O contrato com o City Protocol Society, que atua em diversas cidades do mundo, por exemplo, visa utilizar os indicadores gerados por eles em novos projetos da Tacira. Já a parceria com a FiWare, em conjunto com o Open Agile Smart Cities, busca a interoperabilidade já falada.
“Os acordos visam unir esses grupos e utilizar essas informações, promovendo uma troca de informação para que no final, um governo que queira tomar uma iniciativa de smart city tenham uma referência que possam seguir”, finaliza Tavares.

