Hoje, dia no qual a Avaya realizou um evento para anunciar o lançamento do seu serviço Aura para gerenciamento de qualquer tecnologia baseada em SIP no mercado nacional – serviço que o IPNEWS já noticiou com exclusividade durante a realização do Voicecon 2009 – abre-se uma nova discussão para o posicionamento das fornecedoras IP quanto à oferta de hardware. Será que agora o foco é só em serviço?
Dada a nomeação de um novo executivo para cuidar da área de serviços na Avaya na América Latina e Caribe, a resposta parece ser positiva. “Há uma tendência mundial de que todos os fornecedores de tecnologia IP passem a focar suas ofertas em serviços, deixando de lado qualquer comercialização de hardware ou de pacote completo”, avalia Epaminondas Sousa Lage, diretor comercial da Planetfone. Sua empresa, que na avaliação dele mesmo é pequena com faturamento anual de R$ 4 milhões registrados em 2008, já aderiu à máxima e as grandes companhias tendem a partir para o mesmo caminho, na sua visão.
Para Cleber Morais, presidente da Avaya no Brasil, Sousa Lage tem razão e esta é uma tendência natural. Inclusive, em conversa com o IPNEWS, Morais não descartou a possibilidade de ofertar comunicação unificada no modelo SaaS (software como serviço), algo que vem se solidificando em todo o mundo e começa a despontar no Brasil, conforme informações de outros players, como a Nec. “Aliás, nós já estamos ofertando comunicação unificada como serviço há um bom tempo, a diferença é que os integradores é quem fazem isso”, diz.
Voltando à conversa com Sousa Lage, o seu sistema de PABX IP, que antes tinha hardware proprietário e produzido no Brasil, agora é integrado em qualquer servidor de mercado, tal como IBM, Dell e outros.
No mundo dos gigantes a Avaya parece confirmar o que o especialista da Planefone previu e marca evento com a imprensa para anunciar a sua nova arquitetura aberta para gerenciamento e centralização de comunicação e integração de aplicativos baseada em SIP. “Essa tecnologia também está sendo trabalhada com a venda em servidores de mercado, de modo que o usuário pode comprar só o software e o gerenciamento, se assim decidir”, informa Carlos Eduardo Bertholdi, diretor de serviços da Avaya para o Brasil. Vale a nota de que o executivo assumiu o cargo, oficialmente, hoje, quando o seu superior foi direcionado para atender a área de serviços da Avaya em toda a América Latina e Caribe, o que confirma ainda mais o foco em serviços da companhia.
Tecnologias
O Aura, da Avaya, já está disponível para o mercado nacional e será trabalhado pelos mesmos 52 canais que já atendem a empresa. “Ao redor do mundo estamos executando quatro projetos para instalação do Aura”, conta Cleber Morais. A tecnologia tem escalabilidade para atender até 250 mil usuários e em 25 mil localidades, algo que a fabricante avalia ser de valia para grandes empresas com filiais espalhadas pelo mundo.
Já a solução da Planetfone, que é um PABX IP, também baseado em plataforma aberta – o que o faz totalmente gerenciável pelo Aura, da Avaya, segundo ela – já é comercializado no Brasil há alguns anos e a sua mudança para comercialização somente do software deve melhorar, e muito, a margem de lucro dos sócios da empresa. “Antes, quando vendíamos com hardware, tinhamos um lucro sobre o faturamento bruto de 6% e agora a meta é ultrapassar os 20% em cima dos mesmos R$ 4 milhões ou mais”, diz Sousa Lage. Aliás, a empresa planeja um crescimento de 25% neste ano.

