Segurança

Fraudes digitais evoluem no turismo e expõem lacunas de segurança em plataformas de reservas, alerta Norton

Crédito: iStock

O aumento do fluxo global de viagens, impulsionado por feriados prolongados e grandes eventos, vem acompanhado de uma escalada de fraudes digitais mais sofisticadas. Um novo vetor de ataque identificado pela Norton revela riscos não apenas para consumidores finais, mas também para plataformas digitais, empresas de meios de pagamento e provedores de infraestrutura.

Batizado de “sequestro de reservas” (Reservation Hijack Scam), o golpe se diferencia do phishing tradicional ao explorar dados reais de hospedagem – como nome do hotel, datas e informações da reserva – para criar comunicações altamente convincentes. Em alguns casos, os criminosos conseguem operar dentro de ambientes confiáveis, como a Booking.com, elevando o grau de sofisticação e dificultando a detecção.

A análise aponta um crescimento de ataques direcionados a usuários com reservas futuras, com mensagens enviadas por canais aparentemente legítimos e solicitações urgentes de pagamento vinculadas a reservas válidas. O nível de personalização indica possível comprometimento de cadeias digitais, incluindo credenciais de acesso, integrações de APIs e falhas em governança de dados.

Para o mercado B2B, o alerta vai além do impacto reputacional. Plataformas de turismo, OTAs, fintechs e empresas de tecnologia passam a enfrentar um cenário de maior pressão regulatória e necessidade de reforço em autenticação, monitoramento de transações e proteção de identidade digital.

Além do “sequestro de reservas”, a Norton identifica outros vetores recorrentes em períodos de alta demanda:

  • Manipulação de resultados de busca (SEO poisoning) para direcionar usuários a páginas maliciosas
  • Perfis falsos em redes sociais com ofertas fraudulentas
  • Campanhas de phishing associadas a viagens e eventos
  • Venda de ingressos falsificados explorando o senso de urgência
  • Distribuição de malware por meio de anúncios e links patrocinados

Impacto para o ecossistema digital

O avanço desse tipo de fraude reforça a necessidade de revisão de arquiteturas de segurança em plataformas que operam com dados sensíveis e transações em tempo real. Para empresas, o desafio envolve:

  • Fortalecer mecanismos de autenticação, incluindo MFA e biometria
  • Implementar monitoramento contínuo de comportamento transacional
  • Reforçar segurança em integrações com parceiros e marketplaces
  • Investir em inteligência contra fraude baseada em IA
  • Garantir governança e proteção de dados em toda a cadeia

A recomendação é que empresas adotem abordagens de segurança orientadas a risco, com foco em prevenção de fraudes e proteção da jornada digital do usuário — especialmente em momentos de alta vulnerabilidade, como pagamentos e confirmações de serviços.

O cenário também abre espaço para provedores de cibersegurança ampliarem ofertas voltadas a proteção de identidade, detecção de anomalias e segurança de APIs, diante de ataques cada vez mais personalizados e difíceis de identificar.

Em um ambiente digital cada vez mais interconectado, a segurança das transações deixa de ser apenas uma camada técnica e passa a ser um diferencial competitivo para plataformas que operam em larga escala.

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