O Brasil perde cerca de 12 mil profissionais de tecnologia por ano para o exterior, o equivalente a aproximadamente US$ 420 milhões anuais em capital humano, segundo dados do Índice Global de Maturidade Digital, do Instituto Brasileiro de Soberania Digital (IBSD). A mediada afeta a economia nacional, visto que o setor digital representa cerca de 10% do PIB brasileiro, pouco perto do peso observado em países como Singapura e Reino Unido, onde o setor já supera 18% da atividade econômica, aponta o Instituto.
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O levantamento mostra que o país enfrenta um cenário estrutural de perda de talentos: cerca de 45% dos profissionais brasileiros da área de tecnologia acabam migrando para o exterior, atraídos por mercados mais competitivos e por oportunidades de atuação em empresas globais. A redução do capital humano especializado afeta diretamente a capacidade do País de desenvolver tecnologias próprias ou suas aplicações, ampliar sua base de inovação e fortalecer sua competitividade digital, afirma o IBSD.
Outro desafio é a baixa mão de obra do setor. De acordo com o estudo, o País possui cerca de 12 profissionais de tecnologia para cada mil habitantes, número inferior ao observado em economias altamente inovadoras e que limita a capacidade de expansão do setor digital brasileiro.
Brasil tem pontos fortes
Na avaliação geral do índice, o Brasil aparece na 42ª colocação entre 100 países analisados, refletindo avanços em digitalização de serviços e inclusão tecnológica, mas também desafios relevantes na formação e retenção de capital humano especializado. Apesar dos desafios, o levantamento aponta que o Brasil possui ativos importantes para ampliar sua maturidade digital.
O tamanho do mercado interno, a rápida adoção de serviços digitais e a maturidade do sistema financeiro criam um ambiente favorável para o desenvolvimento de soluções tecnológicas em escala. O Pix, por exemplo, bem como todo o ambiente de Open Banking, mostram como o país pode liderar inovação quando existe coordenação entre regulação, tecnologia e mercado.
Para o Instituto, políticas públicas voltadas à formação de profissionais digitais, estímulo à pesquisa e fortalecimento do ecossistema de inovação serão decisivas para ampliar a participação da economia digital no PIB brasileiro e reduzir a dependência tecnológica externa.
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