Estudo revela principais tendências em segurança corporativa e hábito de navegação web dos funcionários no Brasil e América Latina.
A Websense divulga os resultados da quarta edição de sua pesquisa Web@Work América Latina, que fornece o panorama atual das práticas corporativas de segurança e dos hábitos de navegação na internet dos funcionários, incluindo a percepção dos gerentes de TI quanto à utilização interna da web.
Até o ano passado em curva crescente, o estudo mostrou que a quantidade média de tempo por semana que os funcionários no Brasil admitem gastar navegando por websites não relacionados ao trabalho durante o expediente é de 4,25 horas, uma diminuição considerável de 28,2% sobre a média semanal apurada no ano passado (5,9 horas). Já os gerentes de TI acreditam que os funcionários gastam em média por semana 5,8 horas explorando sites não relacionados ao trabalho, uma diminuição de 23,6% em relação a 2007 (7,6 horas).
Segundo Fernando Fontão, engenheiro sênior de sistemas da Websense para a América Latina, esta redução no tempo de navegação por websites não relacionados ao trabalho pode ser uma conseqüência de três elementos: “As empresas podem ter percebido que barrar todos os acessos não é a melhor solução. Ao permitir a navegação pessoal, porém segura, através de política de cotas de tempo, satisfaz os funcionários e os torna mais produtivos. O segundo ponto é que cada vez mais empresas estão aderindo a algum tipo de filtro de acessos. E uma terceira possibilidade é o amadurecimento dos usuários, que já familiarizados com os riscos de trazer um phishing ou um spyware para sua máquina, estão com os acessos mais conscientes”, explica.
Já na Ameríca Latina, a média de tempo gasto em navegação pessoal pelos funcionários em toda a região é de uma hora por dia, (60,3 minutos) ou cinco horas por semana, também menor que o apurado na pesquisa de 2007, quando a média na América Latina foi de uma hora e 27 minutos por dia, ou 7,3 horas por semana.
A navegação em sites financeiros e de internet banking encabeça a lista dos sites mais acessados (74%), porém com um pequeno decréscimo de 2% em relação à pesquisa de 2007. A surpresa deste ano ficou por parte de websites de cunho governamental, que atingiram os mesmos 74%, dividindo a liderança com os sites financeiros. No ano passado, a incidência por sites governamentais foi de apenas 20%. Segundo Fontão, o aumento dos acessos a sites governamentais é lógico, já que o Governo vem implantando cada vez mais seus serviços na Web. “Além disso, é importante destacar que a elevação no índice destes acessos e sua liberação pelas empresas mostram um reconhecimento que elas estão dando aos direitos de cidadania de seus funcionários, que por sua vez se sentem mais motivados”, completa.
Sobre as atividades que podem colocar em risco os computadores, os brasileiros estão na frente (34%) quando o assunto é enviar documentos de trabalho para suas contas de email pessoal a fim de trabalhar em casa. Na mesma porcentagem aparece o hábito de clicar em pop-up de sites que aparecem no desktop. Por outro lado, atrás dos outros países, o Brasil é o que acusa menor índice (24%) no envio de emails corporativos para endereços incorretos.
Os gerentes de TI brasileiros acreditam que o número para envio de e-mails incorretos é de 28% em 2008, além de classificarem com expressivos 36% o número de funcionários que acessam conteúdos adultos, quando pelo lado dos funcionários brasileiros não passa de 4%.
Em toda a região pesquisada, 98% dos gerentes de TI acreditam que o maior risco dos funcionários esteja concentrado no ato de enviar documentos do trabalho para casa (63%), seguido pelo envio incorreto de e-mails ao destinatário (57%) e no ato de clicar em pop-up (53%). O acesso a conteúdo adulto, acidental ou propositalmente pelos funcionários, segundo os gerentes de TI, teve uma redução de 23% em relação ao ano passado, onde alcançou 40% contra 17% deste ano. Além disso, 95% de todos os gerentes de TI estão preocupados com o comportamento online de seus empregados, sendo que 75% dos funcionários admitiram ter feito pelo menos uma das ações que colocam a empresa em risco.
A maior parte (93%) dos gerentes de TI e dos funcionários (95%) da América Latina acreditam que as atividades virtuais podem colocar em risco seus empregos. Hoje, para os funcionários latino-americanos, a ação mais arriscada é a fuga de informações confidenciais da companhia, seguido pelos acessos a conteúdo adulto. Entretanto, acreditam não serem arriscadas iniciativas como compras online pessoais, que parecem ter se tornado um hábito e são vistas com mais tolerância, assim como o download de músicas, vídeos, software, etc. Já para os gerentes de TI da região (82%), a maior preocupação é o vazamento de informações essenciais causado pelos funcionários, seguida pela introdução de códigos maliciosos que podem afetar os processos de negócios (51%).

