
A TI continua sendo vista como uma forma de redução de custos e aumento de produtividade, mas as empresas começam a ver nela outro jeito de atingir o que precisam. A flexibilidade da nuvem a tem colocado sempre no radar de CIOs quando pensam em suas prioridades e ela tem sido tratada como uma aceleradora ou mesmo habilitadora da transformação digital.
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As afirmações, todas feitas por Luciano Ramos, gerente de pesquisa da IDC Brasil, ontem (29/4) durante webinar promovido pela consultoria e com a participação do Banco Carrefour e da VMware, mostram a forma que a nuvem é vista pelo mercado. Índices da IDC aponta que 78% das empresas usam ou planejam utilizar nuvem até 2021 e 65% já estão usando uma nuvem pública ou híbrida.
“O ambiente híbrido tem sua importância neste cenário. O futuro da TI é híbrido e integrado para que ela se torne mais eficiente às nuances do negócio”, afirma Ramos. Em sua visão, a TI tradicional vai suportar sistema legados que, por motivo técnico ou estratégico, não foi modernizado.
Marcos Braga, gerente de Infraestrutura de TI do Banco Carrefour, apoia essa ideia. Dentro do braço financeiro que administra os cartões das marcas do varejista, a infraestrutura deixou de ser área de backoffice para se tornar um braço dos negócios. Ele explica que a flexibilidade é necessária para que se possa crescer rapidamente e atender as demandas que o negócio exige.
“Quando pensa em infraestrutura, tem que pensar em flexibilidade. A cloud privada tem que ser conectada com pública e fazer portabilidade quando for necessário, e isso tem que ser transparente para o cliente”, destaca. “O processo tem que ocorrer de acordo com a estratégia do negócio.” Foi essa flexibilidade que permitiu que o home office fosse adotado pelos funcionários do banco, segundo Braga. “Usamos soluções de segurança e diversos outros componentes na nuvem.”
Rodrigo Mielke, diretor de Pré-Vendas da VMware, também concorda com essa visão. “Se não tiver integração entre diferentes ambientes de nuvem e a infraestrutura interna, não vai atender a demanda do negócio”, afirma. De acordo com ele, as áreas internas de DevOps tem crescido dentro da empresa, aliando o conceito de desenvolvimento de soluções nativas na nuvem com os desafios do negócio. “A intenção é ser mais ágil e automatizado”, diz.
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