Pesquisa da Marco Consultora aponta que a popularização dos produtos de informática vai exigir que varejos de qualquer porte e público se especializem, oferecendo suporte e serviços.
A especialização será a grande vedete do varejo de TI brasileiro nos próximos anos. A crescente popularização dos produtos de informática vai exigir que todos os varejistas, incluindo os fornecedores de tecnologia para as massas, passe a oferecer venda consultiva e serviços. A constatação é fruto do estudo “Varejo de Tecnologia no Brasil”, desenvolvido pela Marco Consultora, especializada em desenvolvimento e implementação de serviços de marketing sob medida.
Além da especialização cada vez maior do varejista que já é diferenciado e oferece produtos e serviços personalizados para os amantes de alta tecnologia, o estudo mostra que ocorrerá a distribuição de bundles de produtos e serviços padronizados por parte do grande varejo para suprir o usuário médio. “Não se trata de um corte por classe social, mas de estilo de compra e consumo”, diz o coordenador da pesquisa, Henrique de Campos Jr., gerente de Market & Business Intelligence da Marco Consultora.
Hoje, mais da metade (58,26%) dos PDVs do varejo de TI no Brasil é formada pelos integradores e revendas. Apesar disso, a maior fatia das vendas tem ocorrido nos supermercados e nas lojas de produtos para casa, que formam 34,56% dos PDVs. “Essa evolução se deve principalmente ao aumento do poder de compra das classes B, C e D e da popularização de produtos antes tidos como luxo, especialmente os de tecnologia. Neste cenário, o chamado grande varejo passa a exercer um papel fundamental no suprimento de tecnologia para as massas”, afirma Campos Jr.
A pesquisa aponta que o grande varejo oferece produtos de baixa complexidade e trazem como atrativo preços mais baixos. Em segundo lugar, estão as lojas de eletrônicos, áudio e vídeo e as lojas especializadas em produtos de informática, que comercializam produtos de maior complexidade e ainda oferecem venda consultiva, serviço e instalação. Finalmente, os integradores e as revendas que, além da venda consultiva, instalam e oferecem suporte pós-venda. O estudo ainda aponta que a Internet é um canal de vendas utilizado por todos os formatos analisados.
Com a democratização da tecnologia, vários produtos de maior complexidade chegarão ao supermercado e às lojas de produtos para casa, ampliando a fatia de venda de tecnologia nos negócios desses varejistas. “Apesar de popular, a tecnologia ainda será pouco aplicável pelo usuário médio. Espera-se que, cada vez mais, sejam oferecidos serviços que permitam a utilização plena e integrada dos diversos dispositivos tecnológicos na casa do usuário menos familiarizado com bits e bytes.”, avalia Campos Jr.

