VoIP

Futuro do VoIP está na mobilidade

Consultor da Frost & Sullivan afirma que o VoIP não deve ser considerado um vilão, e sim uma porta para a oferta de novos serviços.

Durante o evento Voice Over IP Latin America 2008, que acontece de 4 a 6 de março em São Paulo, a empresa de pesquisas Frost & Sullivan abordou o cresciemnto do mercado e as tendências na região. Segundo Francisco Molnar Neto, consultor sênior da empresa, o VoIP cresceu 60% em número de linhas e 63% em receita no último ano. As operadoras convencionais, por outro lado, vêm decrescendo em média 8% de receita em ligações de longa distância ao ano e mais 2% em chamadas locais a cada 12 meses. Isso indica que se não quiserem desaparecer em alguns anos as operadoras tradicionais terão de se reinventar. “Dentro desse quadro, o VoIP deve ser encarado como uma enorme porta para a oferta de novos serviços, principalmente de banda larga, e não como um predador”, alertou Molnar Neto.

Uma forma de compensar essas perdas de receita com ligações, segundo o consultor, é focar na oferta de banda larga e nos usuários desses serviços. Para as operadoras de VoIP o futuro pode ser traduzido em uma palavra: mobilidade. Através da oferta de redes 3G e da criação de rede Wi-Fi/Wi-Max em cidades inteiras, os usuários VoIP poderão, em breve, utilizar a rede IP para efetuar ligações sobre protocolo IP em qualquer lugar. A partir de então se elimina um dos grandes inibidores dessa implementação de wireless VoIP, a cobertura insuficiente. Outro fator a se ater é o design e a qualidade dos handsets. Os usuários querem aparelhos cada vez melhores, mais bonitos e de qualidade no mesmo nível dos equipamentos GSM.

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