Cloud Computing

Gartner divulga 9 princípios para melhorar a resiliência da nuvem

Falhas parciais, degradações de serviço e problemas locais são comuns

A nuvem é uma das principais ferramentas para a digitalização de empresas, mas ela não é magicamente resiliente e falhas de software, não falhas físicas, causam quase todas as suas interrupções, conforme lembra o Gartner. As falhas parciais, degradações de serviço, problemas individuais de serviço ou problemas locais são mais comuns, segundo a consultoria.

Por isso, ela explica que uma equipe de Input e Output (I&O) precisa entender as características e causas comuns das interrupções em nuvem. Os analistas do Gartner recomendam que os líderes de Input & Output se concentrem em nove princípios chave para melhorar a resiliência de seus ambientes armazenados em nuvem:

  1. Alinhamento com os Negócios: Alinhe os requisitos de resiliência às necessidades do negócio. Sem esse alinhamento, as equipes não atenderão às expectativas de resiliência ou gastarão demais.
  2. Abordagem Baseada em Riscos: Adote uma abordagem baseada em riscos para o planejamento de resiliência que se estenda além de eventos catastróficos. Dê mais ênfase às falhas mais comuns, nas quais as empresas têm maior controle para mitigar.
  3. Mapeamento de Dependências: Construa gráficos de dependências que mapeiem todos os componentes de middleware, bancos de dados, serviços de Nuvem e pontos de integração, para que possam ser arquitetados e configurados para resiliência e incluídos tanto no planejamento de confiabilidade quanto no de recuperação de desastres (DR).
  4. Disponibilidade Contínua: A abordagem de disponibilidade contínua concentra-se em manter aplicações, serviços e dados disponíveis o tempo todo e em níveis de serviço sem tempo de inatividade e impacto limitado durante um evento de falha.
  5. Resiliência por Design: A aplicação em si deve ser resiliente por design. A resiliência da infraestrutura por si só é insuficiente para fornecer serviços sem tempo de inatividade que os usuários finais esperam.
  6. Automação de DR: Implementar recuperação de desastres totalmente (ou quase totalmente) automatizada — seja por meio das ferramentas da própria empresa ou por meio de ferramentas de DR nativas de Nuvem de terceiros — fornece a base necessária para atender a objetivos agressivos de tempo de recuperação (RTOs) e permite testar rotineiramente a recuperação de desastres.
  7. Padrões de Resiliência: Adotar padrões de resiliência além da arquitetura e DR. Sistemas resilientes exigem que as equipes se concentrem na qualidade, automação e melhoria contínua, e incorporem qualidade ao longo do ciclo de vida de uma aplicação.
  8. Priorizar Soluções Nativas de Nuvem: Os fornecedores de Nuvem oferecem uma ampla gama de soluções que podem ser usadas para melhorar a resiliência. Quando viável, os líderes de Input e Output devem aproveitar essas soluções em vez de tentar inventar alternativas próprias e adicionar ainda mais complexidade.
  9. Foco nas Funções de Negócio: Em vez de restringir o pensamento apenas à “recuperação” semelhante à substituição, explore opções, como alternativas de TI leves ou substituições leves de aplicativos que fornecem a funcionalidade mínima essencial para os negócios.

 

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