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Gartner projeta transformação do mercado de dados e analytics com avanço da IA até 2030

A data é uma oportunidade para conscientizar as pessoas sobre a importância da proteção e privacidade dos dados.

A Gartner divulgou um conjunto de previsões estratégicas para o mercado de Data & Analytics (D&A) que apontam para uma profunda transformação impulsionada pela inteligência artificial ao longo dos próximos anos. Segundo a consultoria, a IA passará a impactar praticamente todos os aspectos da gestão de dados, da liderança corporativa à governança, passando por talentos, dinâmica de mercado e novas formas de interação com sistemas analíticos.

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Os analistas da empresa discutirão essas tendências durante a Gartner Data & Analytics Conference, que acontece nos dias 28 e 29 de abril, em São Paulo.

De acordo com Rita Sallam, vice-presidente analista emérita do Gartner, o ritmo acelerado das inovações em dados e inteligência artificial está redefinindo a forma como as organizações operam.

“Em 2026, as fronteiras entre a inteligência humana, artificial e organizacional continuarão a se diluir. As empresas dependem dos dados de maneiras sem precedentes, com sistemas de IA atuando não apenas como ferramentas, mas como parceiros de colaboração”, afirma a analista.

IA passa a influenciar contratações e competências

Uma das previsões aponta que, até 2027, 75% dos processos de contratação incluirão certificações ou testes de proficiência em IA aplicada ao ambiente de trabalho. Para o Gartner, a velocidade de evolução da inteligência artificial exige que as empresas reformulem rapidamente suas estratégias de talentos.

Segundo Sallam, líderes de dados e analytics precisarão adotar métricas mais rigorosas para avaliar competências e identificar lacunas entre as ambições de IA das empresas e a preparação real das equipes de tecnologia.

Agentes de IA devem reconfigurar mercado de produtividade

Outra mudança relevante envolve o impacto da Inteligência Artificial Generativa e dos agentes autônomos nas ferramentas de produtividade. O Gartner prevê que, até 2027, essas tecnologias criarão o primeiro grande desafio às suítes de produtividade tradicionais em três décadas, provocando uma reestruturação de um mercado estimado em US$ 58 bilhões.

Nesse cenário, o desenvolvimento de conteúdos tende a começar cada vez mais com sistemas de IA que coletam e sintetizam grandes volumes de informação, enquanto a edição passa a ocorrer por meio de ciclos contínuos de reescrita assistida por inteligência artificial.

Explosão de dados gerados no mundo físico

Até 2029, os agentes de IA também deverão provocar uma expansão significativa na geração de dados. A previsão é que sistemas autônomos produzam dez vezes mais dados provenientes de ambientes físicos — como sensores, robótica e interações espaciais — do que todas as aplicações digitais de IA combinadas.

Esses dados serão essenciais para alimentar modelos de simulação e previsão, capazes de interpretar padrões complexos de interação entre múltiplos agentes e ambientes.

Governança e riscos ganham protagonismo

O Gartner também destaca a necessidade de reforçar estruturas de governança. Até 2030, metade das organizações deverá utilizar agentes autônomos para interpretar políticas de governança e convertê-las em contratos de dados verificáveis por máquinas, automatizando processos de compliance.

Ao mesmo tempo, a consultoria alerta que 50% das falhas na implementação de agentes de IA estarão associadas a lacunas na governança, especialmente na interoperabilidade entre sistemas e no controle das capacidades desses agentes.

Startups de IA devem criar nova geração de unicórnios

Outra tendência apontada pela consultoria é o surgimento de uma nova geração de startups altamente eficientes. Até 2030, o Gartner prevê empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão com cerca de US$ 2 milhões de receita recorrente anual por funcionário, impulsionadas por modelos de negócios nativos de IA e estruturas operacionais enxutas.

Essas companhias tendem a operar com equipes menores, formadas por engenheiros versáteis e especialistas capazes de integrar rapidamente novas tecnologias de inteligência artificial aos fluxos de trabalho.

Liderança e infraestrutura semântica

No campo organizacional, o Gartner projeta que 60% das empresas que alcançarem diferenciação competitiva com IA serão lideradas por executivos com forte capacidade de articulação e liderança humana, reforçando o papel das habilidades relacionais no comando da transformação digital.

Além disso, até 2030, as camadas semânticas universais — responsáveis por padronizar e contextualizar dados — deverão ser tratadas como infraestrutura crítica, ao lado de plataformas de dados e soluções de cibersegurança.

Gestão de riscos migra para engenharia de IA

Outra mudança estrutural deverá ocorrer nas áreas responsáveis por risco de conteúdo. Até 2028, metade dessas funções deverá migrar dos departamentos jurídicos e de segurança cibernética para equipes de engenharia de IA, com o objetivo de incorporar mecanismos de mitigação de riscos diretamente no desenvolvimento de sistemas e modelos.

Segundo o Gartner, essa abordagem permitirá acelerar a inovação mantendo controles éticos e regulatórios integrados desde o design das aplicações.

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