Marco Bravo, country lead do Google Cloud Brasil, confirma que demanda por nuvem pública no País ainda está concentrada na infraestrutura como serviço, mas ressalta que a inteligência artificial generativa tende a mudar este cenário, a medida que leva as empresas a consumirem mais serviços como os já configurados pela plataforma.
O Google Cloud Brasil reuniu dezenas de clientes, em São Paulo, na última sexta-feira, para reforçar seu auto-declarado pioneirismo no desenvolvimento e oferta de soluções baseadas em inteligência artificial, mais especificamente IA Generativa. Para dar a dimensão do compromisso do Google Cloud com a plataforma os participantes do evento foram brindados com um pacote de US$ 25 mil em produtos e serviços para iniciarem projetos nesta área.
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Ao longo das três do evento, executivos do Google Cloud se revezaram na apresentação do histórico do Grupo no uso de IA, as APIs já desenvolvidas e à disposição do público, além de dois ensaios feitos pelo Magalu (varejo) e DASA (saúde).
Milena Leal, diretora de negócios do Google Cloud Brasil, fez um resgate histórico das tecnologias disruptivas desde o Cobol, afirmou que acredita no potencial transformador da inteligência artificial, mas reforçou que a tecnologia não pode evoluir à revelia do ser humano. “Precisamos trabalhar juntos e entender que AI é a suma de Humano e Tecnologia. Isoladamente, não é o futuro que queremos”.
Coube a Marco Bravo (foto), country lead do Google Cloud Brasil, apresentar os compromissos da plataforma com a inovação, além de nomear onde e como Gen AI gera diferenciais competitivos aos negócios. Segundo ele, os diferenciais oferecidos por IA generativa deve ser melhor percebidos em quatro grandes áreas: criação e consolidação de conteúdo; automatização de processos; identificação de padrões de vulnerabilidade; e no engajamento de clientes.
Estas áreas coincidem em parte com o cenário traçado pelo relatório da McKinsey & Company, segundo o qual 75% do valor gerado por GenAI estaria centrado nas áreas de marketing e vendas, pesquisa e desenvolvimento (P&D), operações relacionadas a clientes e engenharia de software.
Segundo o relatório, a aplicação da inteligência artificial generativa em múltiplas indústrias poderá movimentar de US$ 2,6 trilhões a US$ 4 trilhões na economia mundial, anualmente – algo aproximado ao PIB do Reino Unido em 2021 foi de US$ 3,1 trilhões.
No setor de nuvem pública, os player já trabalham com um possível aumento de demanda, ainda pouco dimensionada, a partir da expansão dos projetos de GenIA. Marco Bravo confirma esta expectativa e diz que, no Brasil, as aplicações baseadas em inteligência artificial generativa devem contribuir para que o mercado, hoje majoritariamente comprador da oferta infraestrutura como serviço (IaaS), comece, aos poucos, a aderir ao conceito de plataforma como serviço (PaaS). “A medida em que IA chega ao consumidor, a tendência é de novos desenvolvimentos e, consequentemente, aceleração das adoções nos próximos dois anos”, declara.
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