Executivos afirmam que os jovens querem serviços e informações com mais rapidez que as empresas oferecem atualmente.
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No último dia de CIAB 2010, o tema “Geração Y” ainda ficou em pauta e, no painel “A Geração Y na visão de Lideranças de TI”, Renato Meirelles do Instituto Data Popular mediou um debate sobre o assunto com os diretores José Raya do Banco do Brasil, Cláudio Almeida Prado do Santander, Maurício Minas do Bradesco e Rubens Bordini do Banrisul.
Segundo o levantamento do Instituto Data Popular, o Brasil é um dos poucos países que ainda se mantém em pirâmide no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), ou seja, o país é constituído, em maioria, por jovens e adultos. Estes, que compõem a geração Y, apesar de terem nascido e crescido em torno da tecnologia, contudo, se apresentam cada vez mais dependentes de seus familiares. De acordo com Minas, “a adolescência tem se postergado. Hoje em dia, as pessoas saem da casa de seus pais com, aproximadamente, trinta anos”.
Jovens entre 18 e 30, apesar de estarem muito mais desenvolvidos, tecnologicamente e apresentarem agravantes, como impulsividade e impaciência, se mostram, nos aspectos sociais, como seus antecedentes. Isto quer dizer que eles são desenvolvidos, sabem o que querem como profissionais como consumidores e como funcionários rapidamente, porém buscam, ainda, a formação de família e estabilidade financeira.
José Raya ainda complementou “é preciso saber o ‘timing’, pois a velocidade que eles exigem e a forma com a qual eles querem as coisas são mais evoluídas do que as empresas podem oferecer hoje em dia”.
Geração Y no mercado físico e online
De acordo com os dados da Data Popular, cerca de R$268 bilhões são movimentados por ano no Brasil. Como a maior parte da população é constituída por jovens e adultos, esta parcela corresponde, em maior parte, por compras e consumo deles.
O levantamento revela que 69% dos jovens se consideram consumistas e 73% possui telefone celular.
Assim como Minas apontou, a geração Y quer, cada vez mais, receber informações e serviços em menos tempo, com tecnologias bem avançadas. Com isto, os bancos e as empresas começaram a investir na experiência com as redes sociais, sites mais acessados por 81% dos jovens, que navegam na internet, aproximadamente, até três horas por dia.
Os executivos apontaram que compreender a geração Y é essencial, pois há cobrança de segurança, que esta seja mais fácil e menos invasivas do que as apresentadas hoje em dia. Contudo, afirmam que é uma experiência nova para as empresas e acreditam que estas saberão se comunicar com os jovens consumidores.

