IPv4 e IPv6 devem conviver por algum tempo
Em uma recente análise de tráfego do backbone da Global Crossing na Europa, realizada pelos engenheiros da empresa, verificou-se que apenas uma pequena porcentagem do tráfego total da rede era IPv6: um décimo de 1%. Essencialmente, nenhum desse tráfego era IPv6 nativo; tratava-se de tráfego IPv6 encapsulado dentro de pacotes de IPv4. O post completo da análise pode ser conferido neste link.
Apesar da ampla discussão em todo o mundo sobre a necessidade da migração para o IPv6, já que os endereços de IPv4 só estarão disponíveis até 2012, o mercado ainda está adotando o novo protocolo a passos mais lentos do que o esperado. E essa demora é global.
Para o diretor de transmissão de dados da Global Crossing no Brasil, Orlando Neves, “A tendência é o convívio entre o mundo IPv4 e o IPv6 por algum tempo. Mas espera-se uma aceleração em breve dos provedores de serviços de internet e operadoras em relação à migração para o IPv6, em função dos benefícios que esse novo padrão oferece, como a simplificação do roteamento, suporte para aplicações móveis e melhor segurança, além de espaço muito maior de endereçamento. Além disso, chegaremos a um ponto em que os próprios consumidores demandarão serviços de IPv6, pelo uso cada vez mais intenso de tablets, celulares e outros dispositivos com conexão direta à internet, que intensificarão ainda mais a demanda por números IP”.
O IPv6 é o novo padrão de protocolo de comunicação primária na Internet, que deve – entre outras questões – resolver a crescente preocupação com a falta iminente de endereços IP. A adoção do protocolo tem sido determinada por novos usuários em economias em rápido desenvolvimento, bem como pela implementação de novos serviços e dispositivos.
A Global Crossing iniciou a adoção de IPv6 de forma visionária, pois a empresa opera essa tecnologia há oito anos e auxiliou mais de 40 clientes que operam sobre esse padrão, em todo o mundo, incluindo o NIC.br no Brasil. Esta provedora de comunicação global implementou o IPv6 em suas redes de backbone privado e público desde o início de suas operações.

