Economia Digital

Google Cloud aposta em “empresas agênticas” para impulsionar produtividade com IA

ia agêntica_Qualified technicians brainstorm ways to use AI cognitive computing to extract usable information from complex data. Team of specialists implement artificial intelligence to process massive datasets

Durante o Google Cloud Next 2026, realizado em Las Vegas, o Google Cloud apresentou um conjunto de inovações que reposiciona a inteligência artificial como eixo central de produtividade e crescimento nas empresas. A estratégia marca o avanço para o conceito de “empresa agêntica”, no qual sistemas autônomos deixam de apenas responder comandos para executar tarefas, tomar decisões e otimizar processos de forma contínua.

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No centro desse movimento está o Gemini Enterprise, agora ampliado para atuar como uma plataforma completa de desenvolvimento, orquestração e governança de agentes de IA. A proposta é unificar dados, aplicações e fluxos de trabalho em um ambiente integrado, permitindo que equipes criem e escalem agentes capazes de automatizar operações e gerar ganhos diretos de eficiência.

A companhia também anunciou a nova geração de seus chips proprietários, as TPU v8, desenvolvidas para suportar tanto o treinamento quanto a execução de modelos avançados. Segundo o Google Cloud, a evolução promete entregar 80% mais desempenho por dólar em comparação à geração anterior, ampliando a capacidade das empresas de escalar aplicações de IA sem aumento proporcional de custos.

Outro pilar da estratégia está na integração de agentes diretamente às ferramentas de trabalho. Com o Workspace Agent, usuários podem delegar tarefas complexas entre diferentes aplicações, automatizando rotinas e reduzindo o tempo gasto em atividades operacionais. A proposta é transformar o ambiente de colaboração em um sistema orientado por contexto, capaz de antecipar demandas e acelerar fluxos de trabalho.

Na área de segurança, o Google Cloud reforçou o uso de IA para resposta a ameaças com o conceito de “defesa agêntica”. Em parceria com a Wiz, a companhia apresentou soluções que automatizam a triagem e investigação de incidentes, reduzindo processos que antes levavam até 30 minutos para cerca de um minuto. A iniciativa busca responder ao aumento da complexidade dos ambientes multicloud e à necessidade de respostas em tempo real.

Os avanços também se estendem à gestão de dados e projetos, com o lançamento de novos ambientes inteligentes no Google Drive capazes de organizar conteúdos, conectar informações e apoiar a execução de tarefas de forma automatizada. A ideia é eliminar silos de informação e criar uma camada semântica que sustente decisões mais rápidas e precisas.

O impacto dessas tecnologias já começa a aparecer em casos práticos. Empresas brasileiras como Casas Bahia, CERC e Jusbrasil apresentaram no evento como vêm utilizando soluções do Google Cloud para automatizar processos, ganhar escala e aumentar eficiência operacional.

Com cerca de 75% de sua base de clientes já utilizando recursos de IA, o Google Cloud sinaliza uma mudança de paradigma: a inteligência artificial deixa de ser uma camada adicional e passa a operar como infraestrutura essencial para produtividade. A aposta nas chamadas empresas agênticas indica um cenário em que a automação avançada, baseada em dados e contexto, se torna o principal vetor de competitividade nos negócios digitais.

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