Ministro e acionistas afirmam que, enquanto a oferta não tiver aumento, portugueses não venderam a parcela da operadora brasileira.
No último dia do prazo dado pela Telefónica, o Governo Português manteve sua posição sobre a venda da participação da Portugal Telecom na operadora Vivo para a espanhola, enquanto ela não melhorar sua oferta.
O ministro luso da Presidência, Pedro Silva Pereira, declarou após uma reunião do conselho que “todos sabem da posição do Governo: fizeram um pronunciamento contra e, se a proposta não for alterada, nos manteremos assim”, disse.
A Telefónica oferece €7,150 milhões por 30% da Vivo. No entanto, diante do aviso do Tribunal de Justiça da União Européia, que diz que a “golden share” portuguesa é “ilegal”.
Segundo analistas portugueses, as duas empresas encontram uma fórmula de consenso que permita fechar a transação com a aprovação do Governo luso. Entretanto, ambas as partes mantiveram sua boa vontade de negociar.
O ministro assegurou que os diretores da PT cumprirão sua obrigação de velar pelos interesses dos acionistas, e, um deles, é o Estado, que com seu “golden share” já vetou a venda da Vivo, que tinha sido aprovada em assembléia geral, no último dia 30.
No entanto, naquela assembléia, a venda da Vivo foi apoiada por 73,9% dos votos dos acionistas da Portugal Telecom.

