
A Avast e a ESET, duas concorrentes no mercado de segurança da informação, divulgaram uma análise conjunta de um ataque APT (Advanced Persistent Threat) dirigido a empresas e instituições da Ásia Central. Elas examinaram amostras usadas por um grupo APT que tinha o objetivo de espionar uma empresa de telecomunicações, uma companhia de gás e uma instituição governamental da Ásia Central.
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O grupo plantou backdoors para obter acesso de longo prazo às redes corporativas. Com base nas análises, suspeita-se que o grupo também esteja por trás de ataques ativos na Mongólia, Rússia e Bielorrússia. A Avast e a ESET acreditam que o grupo é da China, devido ao uso do Gh0st RAT – que é conhecido por ser utilizado por grupos chineses de APT, no passado. Além disso, há semelhanças no código que analisado e no código verificado recentemente em uma campanha atribuída a cibercriminosos chineses.
Os backdoors deram aos cibercriminosos capacidades de manipular e excluir arquivos, extrair capturas de tela, alterar processos e serviços, executar comandos de console e se remover. Além disso, alguns comandos podiam instruir os backdoors a extrair dados para um servidor C&C. Os dispositivos infectados também podiam ser controlados por um servidor C&C, para agir como proxy ou escutar por uma porta específica em cada uma das interfaces de rede. O grupo usou ainda ferramentas como Gh0st RAT e instrumentação de gerenciamento, para se mover lateralmente dentro das redes infiltradas.
De acordo com especialistas da Avast, o grupo por trás do ataque frequentemente recompilou as suas ferramentas personalizadas para evitar a detecção por antivírus que, além de backdoors, incluía Mimikatz e Gh0st RAT. Isso levou a um grande número de amostras, com os binários frequentemente protegidos por VMProtect, tornando a análise mais difícil. As descobertas foram trasnmitidas à equipe CERT local e contatou a empresa de telecomunicações afetada, a qual descobriu que estava sob ataque.
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