Casos de sucesso

Grupo RBS, na velocidade da informação

Grupo RBS investe 800 mil dólares para atualizar infra-estrutura de rede. Com o aporte, o conglomerado jornalístico gaúcho conseguiu mais agilidade e queda drástica nos chamados de inoperância do parque tecnológico. No segundo semestre Grupo planeja conectar os dois principais prédios, sedes do jornal e da TV, a 10 Gbps e instalar um sistema de voz sobre IP (VoIP).

Um dos alicerces de uma empresa de comunicação é entregar informação aos seus leitores, ouvintes e telespectadores com máxima credibilidade e velocidade possíveis. E foi justamente isso que motivou o grupo RBS – organização que abrange seis jornais, 24 estações de rádio e uma rede regional de televisão com 17 emissoras – a atualizar, em 2006, toda a sua infra estrutura de rede. Hoje a empresa conta com 260 switches da Extreme Networks que permitem velocidade de 100 Mbps e 1 Gbps, que ficam distribuídos entre a sede e as sucursais. Os modelos adotados são switch-routers BlackDiamond 8810, Ethernet Summit e Summit 200 nas bordas.

Regis Zanini, gerente de TI, comenta que a área editorial da empresa tinha grande dificuldade de buscar ou enviar dados, voz, video ou imagem do servidor da empresa. “Somos uma empresa multimídia, necessitamos de velocidade, mas a deficiência tecnológica afetava diretamente nos negócios da RBS”.

A primeira grande atualização da RBS aconteceu em 2000. Na época, a organização implantou o sistema ERP da JD Edwards e isso influenciou a decisão de troca de switches e hubs, porque os modelos adquiridos junto à 3Com somente chegavam a 100Mbps, e essa condição foi arrastada durante seis anos.

Após ir ao mercado e conversar com diversos fornecedores, Zanini fechou com a Extreme Networks. O investimento do grupo ficou na ordem de 800 mil dólares. Foi preciso aumentar a capacidade de infra-estrutura que passou da categoria 3 para 6. “Não adiantava investir em hardware se a capacidade da rede também estava lenta”, argumenta o executivo.

O principal problema, aponta o gerente, era que o parque tecnológico não acompanhava a evolução do grupo. Com quase cinco mil estações de trabalho distribuídas entre as sucursais, a demanda de chamados era alta. Cerca de 50% dos equipamentos apresentavam problemas sistematicamente. “Tínhamos picos de chamados, fechamentos dos jornais ou quando o programa estava no ar, aumentava a índice”, diz Zanini. Segundo ele, atualmente acontecem apenas chamados pontuais.

Mudança

A virada da chave não aconteceu de um dia para o outro. Durante cinco meses o processo foi acontecendo por etapas. Primeiro começou pelas sucursais mais afastadas até chegar à sede que fica no no Rio Grande do Sul. “E também trocávamos os equipamentos somente à noite e nos finais de semana”.

Outro benefício conquistado, além da velocidade, é a capacidade de gerenciamento. O novo ambiente passou a ser monitorado 24 horas durante sete dias da semana. “Consigo saber o quê e como cada máquina está sendo utilizada, independente da região”.

Zanini diz que os próximos passos, previstos para o segundo semestre, serão conectar os dois principais prédios, sedes do jornal e TV, localizados em Porto Alegre, a 10 Gbps e instalar um sistema de voz sobre IP (VoIP). “Ainda estamos estudando voz sobre IP. Já falamos via ramal com as redações espalhadas pelo País, e queremos, na verdade, atualizar o nosso sistema de telefonia”, esclarece.

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