
Segundo presidente da operadora, Alcides Troller, a companhia, que em São Paulo e Rio de Janeiro somente atua em grandes corporações, planeja levar banda larga de alta velocidade para o usuário final.
GVT chega a 1 milhão de clientes de banda larga
A GVT, em coletiva de imprensa, anuncia nesta terça-feira (19) que o seu serviço de banda larga, atualmente em expansão, chegará aos grandes centros do Sudeste até a metade de 2011.
Entrando em seu décimo ano de operação, a GVT já atua, em varejo e corporativo, no Sul e Nordeste, Espírito Santo, Brasília e Niterói. Em São Paulo e Rio de Janeiro atuam apenas em grandes corporações.
A operadora é conhecida por obter alto de índice de aceitação, principalmente na banda larga, pois 60% de seus clientes possuem internet acima de 10mbps. Além disso, para qualquer plano, não há limite de donwload e upload.
Sobre o serviço da GVT ser direcionado às elites, Troller afirma que a companhia opera em centros populosos, independendo da classe social. “Em Brasília, por exemplo, atendemos todas as cidades satélites, mas não chegamos à Zona Sul. Isto é um ponto de vista equivocado das pessoas”, ressalta.
Questionado se a operadora pensa em trabalhar com 3G, o presidente da GVT, Alcides Troller, afirma que não há planos de investimento na terceira geração, já que a atuação da companhia é, essencialmente, de telefonia fixa.
No entanto, o executivo comenta que a operadora pode aumentar o seu foco com a chegada do 4G: “Não participaremos do leilão da banda H para 3G, porque esta tecnologia não é o nosso foco, além de apresentar alto investimento. Pensamos em trabalhar com a quarta geração, que se encaixa exatamente no nosso perfil de negócios”, explica Troller.
PNBL
De acordo com Troller, GVT ainda não tem projetos de atender à demanda do Plano Nacional de Banda Larga. Ele explica que a rede da operadora, por ser privada e própria, é cara para ser instalada em lugares onde a cobertura atingirá pouco público, ou seja, não será rentável.
No entanto, o executivo não descarta uma possível parceria entre o governo e a companhia, para fornecimento da internet. “Ainda não conversamos com ninguém a respeito do PNBL. O problema é com relação à velocidade estabelecida, pois o nosso mínimo oferecido é 3mbps, frente ao 1mbps que o governo propõe que seja disposto”, explica.

