Casos de sucesso

Há uma nova tendência em TI

A palestra do executivo do IDC serviu para forçar a existência de um novo conceito de que as empresas,além de aumentar seus investimentos em tecnologia da informação e se adaptarem à Comunicação Unificada, também deverão ter como meta a contratação de serviços terceirizados nesse segmento.

No evento "Open Minds 2009 – Fazendo Negócios em uma economia desafiadora", organizado pela Siemens, a palestra de Mauro Peres, gerente geral do IDC Brasil, trouxe recentes estudos do instituto sobre os investimentos corporativos em TI e os avanços da Comunicação Unificada (UC). Segundo o executivo, hoje o Brasil representa 3% em relação ao mundo no montante de negócios em tecnologia, no que se refere a 98 bilhões de dólares. HOje, os números brasileiros são maiores que em países como Rússia e Espanha.

Porém, o que se foi argumentado pelo orador e que já é de conhecimento de todos os participantes do evento, é que muitas empresas estão empenhadas em reduzir seus custos em 2009. No gráfico do IDC foi mostrado que 37% das empresas pesquisadas aumentaram os investimentos em TI e que 30% irão diminuir seus custos para o mesmo setor. “Sabemos que o orçamento crescerá menos do que se espera, mas a tecnologia da informação sofrerá menos que em outras áreas das empresas. É um setor que tem potencial para o desenvolvimento de uma corporação”, diz.

Diante dessa situação, o executivo apontou uma característica que para re-calibrar a gestão corporativa, é necessário haver uma mudança de gestão, como é o caso de reduzir a complexidade das estruturas corporativas e mudar a cultura das empresas com o uso da tecnologia com eficientes sistema de gestão. Também foi apresentado plataformas que possam ajudar no desenvolvimento corporativo, como é o caso do BI, BPM, CRM social, digitalização, web 2.0 e, como último passo, a Comunicação Unificada. “As empresas da América Latina acreditam que o UC tem potencial de aumentar a produtividade nos negócios”, acrescenta.

Com o avanço da UC no mercado mundial, Peres lembra que para satisfazer os clientes, hoje a maioria dos fornecedores de soluções está se adaptando aos padrões abertos, para oferecer maior facilidade ao usuário de integrar seus aplicativos e ter ampla eficiência com a comunicação. “É essa a tendência para o futuro e não dá para se fechar”, completa.

Mesmo assim, Peres lembra que no Brasil, além das instituições financeiras, não existem muitas empresas que se encotram em uma escala avançada de Comunicação Unificada. Para ele, a maioria ainda permanece no primeiro estágio: o da convergência analógica para a telefonia sobre IP. “Apesar de ser um processo gradual que demora até cincos anos de adaptação, a crise também influenciou no freio de novos investimentos”, diz.

Mas, o maior problema levantado pelo representante do IDC não é a crise financeira: “é sim a infraestrutura de rede nacional de telecomunicações” aponta. De acordo com os estudos realizados pelo instituto, o País ainda está num momento de atraso e por causa dessa situaçãi, não é válido para as empresas ter uma solução de última qualidade se não existe uma estrutura que consiga suportar os serviços.

A palestra foi concluida com um alerta às empresas e principalmente ao setor de tecnologia da informação, que está por um período de mudanças no modelo de contratação dos serviços. “A realidade do mercado está forçando cada vez mais a TIC adotar um gerenciamento de capital variável. O setor de TI é o que menos investe em terceirização, devido ao medo de segurança. Mas isso é uma tendência que está e deve mudar com o tempo, pelo simples motivo de reduzir os custos e os problemas de estrutura de gerenciamento”, conclui.

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