Solução é uma forma de digitalizar o atendimento dos pacientes, melhorando a experiência durante a internação
O Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), está investindo em tecnologia para melhorar a experiência do paciente. A instituição adotou uma solução de leitos inteligentes para aprimorar o monitoramento de pacientes e melhorar a eficiência no suporte à tomada de decisão a partir de dados relevantes.
Assim como ocorre em outros setores, caso da indústria e até da agropecuária, o segmento hospitalar está focado em incrementar a assistência ao paciente a partir do monitoramento de indicadores de gestão, garantindo uma melhor experiência no tempo de internamento.
Com a presença de tecnologias como big data, analytics, inteligência artificial e internet das coisas (IoT), os leitos inteligentes auxiliam a melhorar a experiência dos pacientes e a gestão estratégica e hospitalar, beneficiando os processos de suporte e administrativos. Por meio de dados estratégicos, as equipes de atendimento podem agir de forma preventiva, evitando o agravamento de quadros e melhorando a tomada de decisões em prol do bem-estar de pacientes.
A solução escolhida foi o ProXper Health, da Evolutix, que oferece uma suíte de serviços que vai desde comodidades como automação dos leitos e serviços de TV e streaming até a possibilidade de realizar pedidos diversos, visualizar prontuário, consultar planos e metas de tratamento, visualizar exames, responder pesquisas, etc.
Dados que auxiliam na tomada de decisões
A solução de leitos 360º é capaz de prover dados que capacitam as equipes assistenciais a tomar as melhores decisões no que se trata do cuidado do paciente. Dados como taxa de ocupação, intervalos até a alta e até mesmo pesquisas realizadas com os pacientes estão sempre à mão, permitindo entender e aperfeiçoar continuamente o atendimento.
Além de conseguir acompanhar informações em tempo real dos pacientes em dispositivos como tablets ou smartphones, um sistema dedicado aos leitos inteligentes promove a integração entre diferentes equipes, melhorando a performance do hospital como um todo, antecipando situações que requerem intervenção, o que impacta positivamente na percepção de seus pacientes.
Nessa área, o Brasil parece estar à frente do restante do mundo quando se trata da coleta digital de dados de pacientes. O relatório da Philips mostra que 71% dos entrevistados alegam coletar e armazenar essas informações em ambientes clínicos contra 42% de média global.
Investimento em inteligência artificial como alvo
O Future Health Index 2022, estudo feito pela Philips, demonstrou que a inteligência artificial estava no topo dos investimentos em tecnologia feito pelos executivos da área hospitalar. Mais de 8 a cada 10 gestores (85%) viam essa aplicação de recursos como necessária no país contra uma média de 39% no restante do mundo. No ano passado, 72% dos executivos afirmaram priorizar o investimento em IA em suas organizações.
Estima-se que mundialmente, entre os hospitais, os designados leitos 360º ou inteligentes devem crescer a uma taxa anual de 7,6%. Seu mercado movimentava US$ 411 milhões em 2020 e deve atingir US$ 740,6 milhões em 2028, de acordo com a consultoria Grand View Research.
A tecnologia se torna uma aliada do paciente em sua experiência enquanto estiver no leito. É possível oferecer uma experiência digital superior à de um hotel, integrando diversos dispositivos, permitindo o acompanhamento de streamings favoritos, entre outros pontos. A tecnologia pode ser um grande e decisivo aliado no bem-estar do paciente, na proximidade dos familiares, o que em última análise contribui para a redução da ansiedade e a ampliação da sensação de acolhimento.
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