O mercado global de edge computing deve crescer de US$ 111,34 bilhões em 2026 para US$ 317,39 bilhões em 2031, o que representa uma taxa composta anual de crescimento (CAGR) de 23,3%, segundo estudo da MarketsandMarkets.
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De acordo com a consultoria, a evolução da computação de borda está sendo impulsionada pela integração de inteligência artificial, conectividade 5G e infraestruturas distribuídas capazes de processar dados próximos à sua origem. O modelo reduz a latência, diminui a dependência da nuvem e permite decisões em tempo real para aplicações críticas em setores como manufatura, varejo, transporte, saúde e energia.
Entre as aplicações, o segmento de análise de vídeo e visão computacional deverá responder pela maior participação de mercado até 2031. A crescente adoção de câmeras inteligentes, inspeção visual automatizada, reconhecimento facial e monitoramento em tempo real faz com que empresas processem grandes volumes de dados diretamente na borda da rede, reduzindo o consumo de banda e acelerando a resposta das aplicações.
A consultoria destaca que esse movimento é impulsionado pela expansão da automação industrial, das cidades inteligentes e dos sistemas de segurança baseados em inteligência artificial.
Pelo lado da oferta, o segmento de serviços deve registrar o crescimento mais acelerado durante o período analisado. A expectativa é que aumente a demanda por consultoria, integração, implantação, operação, monitoramento remoto e serviços gerenciados para ambientes distribuídos de edge computing.
Segundo o relatório, à medida que projetos de edge se expandem para fábricas, redes de telecomunicações, hospitais, lojas e instalações de energia, cresce também a necessidade de especialistas para administrar a infraestrutura, garantir a segurança e atender requisitos regulatórios.
A pesquisa aponta ainda que a América do Norte deverá permanecer como o maior mercado regional de edge computing até 2031. A liderança é atribuída à ampla disponibilidade de redes 5G, à maturidade da infraestrutura digital e à forte presença de provedores de nuvem e fabricantes de tecnologia.
O estudo cita iniciativas recentes, como o lançamento de novos sistemas Edgeline pela HPE e a ampliação do IoT Operations Dashboard da Cisco, como exemplos da incorporação da computação de borda às estratégias corporativas voltadas para inteligência artificial, Internet das Coisas e gerenciamento de ambientes distribuídos.
Entre os principais fornecedores do mercado global de edge computing, o relatório destaca HPE, AWS, Dell Technologies, Cisco, Microsoft, IBM, Google, Nvidia, Intel e Huawei.

