O avanço da inteligência artificial está ampliando a capacidade de automação de ataques cibernéticos e tornando os ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) mais frequentes e sofisticados. O alerta foi feito pela NETSCOUT durante seu recente Partner Summit, ao destacar o crescimento acelerado da atividade de bots maliciosos na internet.
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De acordo com o relatório Bad Bot 2025, do Thales Group, o tráfego automatizado já representa 51% de toda a atividade online global, superando pela primeira vez o tráfego gerado por humanos. Desse total, cerca de 40% é composto por bots maliciosos, utilizados para fraudes, varredura de vulnerabilidades e ataques cibernéticos em larga escala.
Segundo Kleber Carriello, engenheiro sênior e consultor da NETSCOUT, a combinação entre inteligência artificial e automação está ampliando o poder de atuação dos criminosos digitais.
“O aumento dos bots maliciosos está impulsionando uma onda de ameaças digitais, incluindo fraudes bancárias e ataques DDoS. Seja mapeando a internet, identificando vulnerabilidades ou executando ataques distribuídos, o volume observado atualmente é alarmante”, afirma.
A empresa destaca que os ataques DDoS estão evoluindo rapidamente e se tornando cada vez mais difíceis de mitigar. Organizações de infraestrutura crítica, órgãos públicos, operadoras e provedores de serviços seguem entre os principais alvos dessas ofensivas, que podem comprometer a disponibilidade de aplicações e serviços essenciais.
Para a NETSCOUT, o cenário exige estratégias de defesa baseadas em inteligência de ameaças, automação e monitoramento contínuo. A avaliação é que os adversários digitais passaram a contar com recursos capazes de ampliar significativamente sua escala, velocidade e capacidade de adaptação.
Outro fator de preocupação apontado pela companhia é a utilização de dispositivos comprometidos para compor redes de ataques. Equipamentos conectados à internet, incluindo TV Boxes de origem duvidosa, podem ser infectados por malware e utilizados por criminosos para ocultar atividades maliciosas e ampliar o alcance de campanhas de DDoS.
A NETSCOUT afirma monitorar aproximadamente 60% do tráfego global da internet em tempo real, utilizando modelos de inteligência artificial para identificar comportamentos suspeitos e sinais de atividade maliciosa associados a endereços IP.
Para a companhia, o desafio das organizações será equilibrar a adoção acelerada de tecnologias baseadas em IA com mecanismos robustos de proteção digital, capazes de preservar a disponibilidade dos serviços e reduzir a exposição a ataques cada vez mais automatizados.
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