Pesquisas

IDC: Comunicações unificadas em alta em 2008 na AL

O estudo Latin America Predictions coloca a tecnologia em sua lista das dez grandes tendências de TI para este ano. Ela será turbinada principalmente pelo conceito de mobilidade da força de trabalho, que ganhará força na região em 2008.A penetração da banda larga residencial deve crescer 18% e o triple play produzirá uma nova onda de aplicações e conteúdos web.

As comunicações unificadas estão entre as tecnologias que devem ganhar mais destaque em 2008 na América Latina, segundo o estudo Latin America Predictions, realizado pela IDC. Isso porque uma das dez principais tendências para este ano em termos de TI levantadas pela entidade é a transformação do conceito de empregados trabalhando exclusivamente do escritório. “Estar mais perto dos clientes será o principal driver das empresas em adotar tecnologias de mobilidade para seus funcionários. Dentro desse cenário, as comunicações unificadas são fundamentais”, avalia Ricardo Villate, vice-presidente de pesquisas e consultoria para a América Latina.

No entanto, de acordo com o levantamento, a adoção da mobilidade das forças de trabalho na região ainda depende da maturação de algumas tecnologias, como a convergência fixo-móvel, as redes 3G e o acesso wireless banda larga (WiMax). A IDC também aposta num aumento da mobilidade para sistemas de gestão, como ERP e CRM.

A banda larga deve ter uma penetração dentro das residências 18% do que no ano passado, e o triple play produzirá uma nova onda de aplicações baseadas na web, melhores conteúdos e ofertas de valor agregado.

Numa visão geral, a entidade prevê um aumento de 12,6% nos gastos com TI em 2008 em relação ao ano passado na América Latina. Esse crescimento deve ser liderado por hardware (13,4%), serviços (12,3%) e software (11,6%). Outras grandes tendências esperadas para este ano são o aumento de importância do consumidor final, a migração das comunicações de voz de uma visão centrada na tecnologia para uma com foco no usuário, novas oportunidades no modelo SaaS (software as a service), uma nova geração de sistemas open source (incluindo aí soluções de swiches IP), investimentos em segurança mais voltados para relações do negócio em si do que da tecnologia, softwares de BPM (business processo management), virtualização e uma nova onda de outsourcing de negócios gerada pelo offshoring.

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