Empresa conseguiu adequar o produto para a base de assinantes, a maioria “entrantes” na internet, que costumam navegar usando velocidades mais baixas. O desafio agora é vencer sua própria estrutura interna para promover avanços mais rápidos na ferramenta. O VoIP IN é uma das melhorias que se encontram em estudo de viabilização.
Apesar de ter sido um dos últimos grandes provedores no Brasil a oferecer VoIP para seus clientes (concorrentes como o UOL e Terra entraram com seus produtos no mercado cerca de sete meses antes), o iG está satisfeito com seu produto, o Lig. “Já passamos por algumas versões e hoje podemos dizer que conseguimos adequar a ferramenta ao perfil de nossos usuários”, disse Rodrigo Costal, coordenador de negócios do iG, durante o evento Voice over IP Latin America 2008.
Essa não foi uma tarefa fácil. O provedor é dono de uma das maiores bases de assinantes dial-up do Brasil, com 3,2 milhões de usuários únicos (contra 1,4 milhão de clientes de acesso banda larga). “Nossa base é em grande parte composta por usuários entrantes, que estão começando a usar a internet.
Normalmente essas pessoas acabam optando por velocidades mais baixas de acesso, o que torna muito difícil oferecer um serviço VoIP de qualidade para elas”, diz o executivo. Por isso, a ferramenta do iG precisava ser fácil e intuitiva, com um client eficiente e com baixo consumo de recursos. Além disso, o preço deveria ser competitivo, mas sem abrir mão da qualidade.
De março de 2006 para cá, o Lig passou por uma série de versões, numa busca constante pela adequação às necessidades do usuário. Hoje na versão 2.6, a solução é compatível com acesso Dial-up 28.800 kbps, possui uma interface intuitiva com baixa curva de aprendizado e seu cliente é leve (2 MB) e vem com um pequeno instalador.
“Também criamos uma tarifa única para telefones fixos e outra para móveis no Brasil, o que traz simplicidade para o assinante”, explica Rodrigo. Outra facilidade está no fato de que todos os usuários do iG são pré-cadastrados no serviço, o que torna desnecessário o preenchimento de um novo cadastro apenas para usar o VoIP.
Durante estes anos de desenvolvimento do produto o iG também realizou uma série de ações para torná-lo mais interessante para os usuários. Além de diversas promoções ligadas ao uso do Lig, também foi cada vez mais ampliada a sinergia com outros produtos da empresa, como e-mail e busca. Também foi implementada uma conexão com a rede MSN e desenvolvido um sistema de conexão que permite o funcionamento da ferramenta em ambientes com acesso limitado, como firewall e nat transverso.
Rodrigo Costal explicou que o VoIP para o iG é um produto de defesa, não de ataque. “Oferecemos esse recurso para que os assinantes não migrem para os concorrentes por falta da oferta de voz sobre IP”, afirmou.
Desafios
Agora o futuro do produto irá depender da capacidade do iG de realizar melhorias em tempo hábil. Segundo o executivo, a dificuldade está no fato da estrutura da empresa ser maior e mais burocrática, o que imprime às novidades um ritmo mais lento do que o encontrado nas operadoras de VoIP menores. Um dos principais obstáculos a ser vencido é a oferta do Lig In, ou seja, o serviço que permitiria aos usuários da ferramenta receber chamadas telefônicas direto no computador. Hoje o parceiro do iG para VoIP, a Vanguarda, não consegue oferecer essa funcionalidade. “Estamos estudando o assunto para que possamos lançar também esse serviço”, finalizou.

