Análise Setorial

Inadimplência das empresas aumenta 10,4% em maio

Segundo os economistas da Serasa Experian, alta da inadimplência é reflexo do recuo da atividade econômica neste segundo trimestre do ano.

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas avançou 10,4% em maio de 2015, na comparação com maio de 2014. No acumulado de janeiro a maio deste ano, comparando com o mesmo período do ano passado, o índice também teve alta de 11,7%. Em relação ao mês imediatamente anterior (abril), houve aumento de 3,7% na inadimplência das empresas.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência em maio de 2015, tanto na comparação com abril quanto em maio do ano passado, é reflexo do recuo da atividade econômica neste segundo trimestre do ano, prejudicando a geração de caixa das empresas. Também a alta continuada das taxas de juros, aumentando o custo financeiro para as empresas, impulsiona a inadimplência empresarial para cima.

Na decomposição do indicador, somente as dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) recuaram em maio. Com variação negativa de 0,7%, contribuíram com recuo de 0,3 p.p. no indicador geral. Já os títulos protestados foram os que mais subiram, com 13,8% em relação ao mês anterior, contribuindo para o aumento do índice em 3,3 p.p.. Os cheques sem fundo também apresentaram alta de 3,3% em maio em relação a abril, com contribuição de 0,5 p.p.. Já a inadimplência com os bancos teve alta de 0,9% no período e contribuiu com 0,2 p.p para a alta do indicador.

Cresce o valor médio dos cheques sem fundos

O valor médio dos cheques sem fundos teve alta de 11,5% nos primeiros cinco meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2014. O valor médio dos títulos protestados também acusou alta de 10,1% entre janeiro e maio de 2015 em relação aos meses correspondentes de 2014. As dívidas não bancárias também aumentaram 0,6% na comparação entre os períodos.  Já o valor médio da inadimplência com os bancos registrou queda de 16,3%.

 

 

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