Análise Setorial

Inadimplência das empresas recua em setembro

Segundo pesquisa da Serasa Experian, queda foi impulsionada por menor quantidade de dias úteis.

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas revelou que a inadimplência das pessoas jurídicas recuou 2,1% em setembro, na comparação com o mês anterior. Nas demais variações, o levantamento apontou alta na inadimplência dos negócios. Na comparação entre setembro de 2011 e setembro de 2010, a elevação foi de 26,2%. Já na variação entre os acumulados de janeiro a setembro de 2011/2010, por sua vez, o crescimento foi de 16%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a queda de 2,1% na inadimplência das empresas em setembro decorre da menor quantidade de dias úteis em relação a agosto desse ano. Já a alta anual de 26,2%, frente a setembro do ano passado, é decorrência da maior dificuldade que as empresas estão enfrentando este ano para honrarem seus pagamentos.

A desaceleração da atividade econômica, o aperto monetário conduzido entre dezembro do ano passado e agosto deste ano, o agravamento da conjuntura internacional e a concorrência dos produtos importados têm afetado negativamente o desempenho das empresas, gerando níveis superiores de inadimplemento. Todavia, a retomada da trajetória de queda da taxa básica de juros (taxa Selic) e a proximidade das vendas de final de ano deverão conferir certo alívio na situação financeira das empresas, diminuindo o custo de financiamento e favorecendo a geração de caixa.

Valor médio das dívidas

De janeiro a setembro, o valor médio das dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água), foi de R$ 739,47, o que representou uma elevação de 0,2% na comparação com igual período do ano anterior.

Quanto às dívidas com bancos, o valor médio verificado de janeiro a setembro foi de R$ 5.182,65, com alta de 9,7%, ante o mesmo acumulado de 2010.

Os títulos protestados, por sua vez, registraram nos nove primeiros meses de 2011 um valor médio de R$ 1.766,41, ocasionando um crescimento de 7,2%, quando comparado com o período de janeiro a setembro do ano anterior.

Por fim, os cheques sem fundos tiveram, de janeiro a setembro, um valor médio de R$ 2.074,72, representando um aumento de 1,7% sobre igual acumulado de 2010.

 

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