A inadimplência com os bancos foi o único componente do indicador que cresceu no mês passado.
O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor apresentou queda de 0,1% em novembro, na comparação com outubro. Na relação anual (novembro deste ano contra o mesmo mês do ano anterior), a inadimplência registrou crescimento de 13%. No acumulado do ano, houve aumento de 15,1%
O recuo, ainda que modesto, foi a quinta queda mensal no conjunto das seis últimas leituras do indicador (outubro/12 foi a exceção). Isto demonstra que o patamar baixo da taxa de desemprego no país, os ganhos salariais acima da inflação na maioria das categorias profissionais e as reduções das taxas de juros têm proporcionado um cenário de inadimplência mais favorável, neste segundo semestre, em comparação com a primeira metade de 2012. Contudo o endividamento ainda elevado dos consumidores e o comprometimento de renda igualmente alto continuam sendo os principais entraves para que a queda da inadimplência ocorra de forma mais acentuada.
As dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.), os protestos e os cheques sem fundos puxaram a queda do indicador, com variações negativas de 0,3%, 9,2% e 7,5%, respectivamente. A alta de 1,6% das dívidas não honradas junto aos bancos equilibrou o indicador e contribuiu para que o índice não caísse ainda mais em novembro.
Cai o valor médio das dívidas com os bancos
O valor médio das dívidas com os bancos apresentou queda de 0,2% de janeiro a novembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o valor médio das dívidas não bancárias, os títulos protestados e os cheques sem fundos tiveram alta de 2,6%, 6,5% e 12,3%, respectivamente.

