Segurança

Índice Global de Ameaças aponta três criptomineradores como malwares mais comuns em abril

Três variantes de criptomineradores conquistaram os primeiros lugares do Índice Global de Ameaças da Check Point Research, divisão de Inteligência de ameaças da fornecedora de cibersegurança Check Point. Na versão referente ao mês de abril de 2019, o top 10 é completado por trojans bancário.

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Os três primeiros malwares mais comuns em abril de 2019 foram Cryptoloot, XMRig e JSEcoin. Os dois primeiros utilizam se infectam no computador do usuário e usam o poder da CPU para critptomineração, enquanto o último pode ser utilizado diretamente no navegador em troca de uma experiência sem anúncios, moeda de jogos e outros incentivos.

Já os trojans bancários de múltiplos alvos têm sido uma escolha popular entre cibercriminosos que buscam ganhos financeiros. As atividades com o Trickbot aumentaram drasticamente em abril, com várias campanhas de spam com o tema American Day Tax (dia dos impostos), programadas para coincidir com o último dia do prazo para a entrega das declarações de imposto de renda individuais nos Estados Unidos.

As campanhas de spam espalharam anexos de arquivos do Excel que ativaram o download do Trickbot para os computadores das vítimas a fim de se espalharem pelas redes, coletarem detalhes de informações bancárias e, possivelmente, roubarem documentos fiscais para uso fraudulento.

Em abril, tanto o Trickbot quanto o Emotet chegaram à lista dos dez principais malwares, diz a Check Point. Isto é preocupante, dado o fato de que ambos os botnets são usados não apenas para roubar dados e credenciais privados, mas também para espalhar o ransomware Ryuk.

Os pesquisadores da Check Point também analisaram as vulnerabilidades cibernéticas mais exploradas. O OpenSSL TLS DTLS HeartbeatInformationDisclosure é a vulnerabilidade mais popular explorada com um impacto global de 44% das organizações em todo o mundo. Pela primeira vez após 12 meses, o CVE-2017-7269 caiu do primeiro para o segundo lugar, impactando 40% das organizações, seguido pelo CVE-2017-5638 com um impacto global de 38%.

O Índice Global da Check Point é distribuído pela Check Point ThreatCloudIntelligence, rede de colaboração para combater o cibercrime, que fornece dados de ameaças e tendências de ataque de uma rede global de sensores de ameaças.

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