A Indústria de Software e Serviços de TIC (ISSTIC) no Brasil registrou uma produção estimada em US$ 53,3 bilhões em 2021, crescimento de 6,5% em relação ao observado no ano anterior. A expectativa para 2022 é de um crescimento ainda maior, de 8,2%, com receita de US$ 69,7 bilhões, puxado pelo mercado de software.
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O valor alcançado pelo segmento em 2021 responde por 82,8% do total dos serviços produzidos pelo setor de TIC. As conclusões são do relatório “Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente”, lançado hoje (19/7) pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI) e elaborado pela equipe de pesquisadores do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da entidade.
O relatório se baseia em dados oficiais e de institutos de pesquisa com o objetivo de ampliar a discussão sobre o setor, criação de de séries históricas, facilitando, inclusive, a realização de comparativos com outros mercados mundiais. O ponto de partida são os dados e informações provenientes de fontes oficiais, incluindo tabelas especiais de pesquisas do IBGE.
Emprego
Em 2019, 135,3 mil empresas formavam o setor de ISSTIC, o que representa um salto de 12,8% em relação a 2018. Chama a atenção a baixa média de colaboradores por empresa: apenas oito pessoas. Em 2021, o mercado de trabalho do setor encerrou com 15% a mais de profissionais contratados em relação ao ano imediatamente anterior. A indústria de software emprega 55% dos trabalhadores da ISSTIC.
TI vs Telecom
No ano passado, estima-se que a indústria de software, responsável por cerca de um quinto da ISSTIC, cresceu 9,2% e Telecomunicações apenas 1,9%. Aliás, em termos de produção, Telecom perdeu espaço para a indústria de software e serviços de TI entre 2019 e 2021. Nesse período, inclusive, serviços de TI foram destaque com o melhor desempenho: crescimento médio de 6,5% ao ano e aumento da participação na ISSTIC de 2,5 pontos percentuais.
Vale ressaltar que o País é um dos grandes players globais em telecomunicações, abrigando mais de 30% da população da América Latina, e o maior mercado da região para o segmento. Apesar da importância, Telecom registrou queda na participação na ISSTIC de três pontos percentuais no período. Já a indústria de software aumentou ligeiramente a sua contribuição à ISSTIC (+0,5 ponto percentual) nos anos comparados.
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