Para isso, operadoras e governos de países emergentes, como o Brasil, devem se unir e levar conexão para áreas rurais.
De acordo com o estudo da GSMA Intelligence, braço de pesquisas da GSMA, grupo que representa os interesses de mais de 800 operadoras móveis no mundo, 72% da população mundial estará conectada a uma rede móvel até 2020. Ou seja, dentro de cinco anos, 5,6 bilhões de pessoas vão possuir uma assinatura de celular, aumento de um bilhão de usuários.
Apesar da notícia, o volume de crescimento deve reduzir ao longo desse período em relação aos anos anteriores, indicando que o mercado se aproxima do ponto de saturação. Para a GSMA, o desafio vai impor as operadoras investir em novas áreas, como o 5G, o M2M e a Internet das Coisas (IoT), a fim de manter o crescimento.
Porém, outra via de investimento serão os países emergentes. Segundo o estudo, as regiões desenvolvidas, como a Europa e alguns mercados da Ásia-Pacífico (Coréia do Sul, Japão e Austrália), já atingiram níveis elevados de penetração de telefonia móvel e mostram que as oportunidades de crescimento de novos assinantes são limitadas.
A GSMA aponta que os dois maiores mercados móveis do mundo, China e Índia, representem 45% do aumento de assinantes nos próximos cinco anos. No entanto, em 2020, grandes mercados em desenvolvimento, responsáveis pelo crescimento recente de assinantes, entre eles, o Brasil, também poderão estar se aproximando do ponto de saturação.
Ainda de acordo com o estudo, o aumento de um bilhão de usuários só acontecerá se as operadoras levarem o sinal de conexão até as áreas rurais, onde se concentram populações de baixa renda. Na visão da GSMA, isso vai exigir a colaboração entre as teles, os governos, entre outros, para superar os desafios sociais e econômicos em servir essas comunidades.
M2M: expansão sem precisar de novos usuários
A aposta é que as conexões M2M seja a saída para as operadoras manterem o crescimento. Na visão de Hyunmi Yang, chefe de Estratégia da GSMA, as operadoras já sentem que os mercados desenvolvidos estão saturados e estão buscando novos modelos de negócio, investindo no desenvolvimento de tecnologia de rede, serviços e ecossistemas digitais.
“As conexões máquina-máquina vão permitir que as empresas de telefonia móvel aumentem sua base de conexão sem ter que depender da aquisição de novos assinantes”, aponta. Segundo Yang, o M2M já está respondendo por uma parcela crescente de adições líquidas nos mercados desenvolvidos.
Além disso, o 5G também terá um papel fundamental nesse crescimento. De acordo com a GSMA, o desenvolvimento e implantação dessa tecnologia permitirá que as operadoras cresçam como fornecedoras de rede móvel para indústrias, que cada vez mais dependem desse tipo de conexão.

