2º Encontro IPNews

Infraestrutura de rede determina qualidade da videoconferência

Gerente de canais da Polycom, Harumi Asahida, afirma que videoconferência é uma evolução tecnológica, mas necessita de condições especiais para boa funcionalidade.

Dois mil e dez está sendo o ano das Unified Communications. A idéia de otimizar os trabalhos unindo voz, imagem, escrita, enfim, todos os meios de comunicação, atrai cada vez mais os diretores de empresas.
 
 
Contudo, no 2o Encontro IPNews, a Gerente de canais da Polycom, Harumi Asahida, comentou a respeito das barreiras para o sucesso das videoconferências. A primeira delas, na opinião da executiva, reside no fato de a tecnologia não trabalhar sozinha nem resolver os problemas de qualidade e conexão.
 
 
“Em videoconferência a sala deve estar projetada com luz, sonorização, pois tudo isso compromete a funcionalidade do equipamento”, disse a executiva e completou, “o investimento em infraestrutura faz parte do processo. Tem que aumentar a qualidade para, assim, haver uma colaboração; com isso, as empresas têm muito ganho na efetividade e tomada de decisões”, explicou ela.
 
 
Harumi Asahida explica que a videoconferência, por se tratar de chamada por IP em um desktop ou em uma tela, não demanda alta velocidade e sim qualidade da rede; O contrário da telepresença, que necessita de uma banda de, aproximadamente, 7Mbps por tela utilizada.
 
 
“É muito importante considerar que estamos falando de um sistema de comunicação digital e que este precisa ser suportado por uma rede com características adequadas. É importante haver um ambiente apropriado de telecomunicações para se ter um bom resultado com os produtos que você deseja”, afirmou o professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Wagner Zucchi.
 
 
A executivda da Polycom comentou que as comunicações unificadas são um processo em longo prazo. A integração se dá na experiência imersiva, ou seja, experimentar viver uma situação em realidade virtual. “As UCs entre uma corporação e seus parceiros tem que ser enriquecida na troca de informações paa que o resultado seja um pouco mais produtivo”, comentou.
 
 
Já a gerente de negócios da Anixter, Aline Swensson, comentou que “num conceito de comunicações unificadas, a videoconferência representa a migração de como as empresas estão se comunicando atualmente. Hoje, o gestor de TI tem a missão de olhar para a estrutura de uma forma mais integrada e garantir sim a redução de custos”.
 
 
Contudo, o ponto mais abordado pelos membros do debate foi a questão de otimização de tempo e custos. Segundo eles, com a infraestrutura da videoconferência as tomadas de decisão são otimizadas e os funcionários dispõem de mais tempo no trabalho, gerando maior produtividade.
 
O diretor do Sebrae, Eduardo Moraes, explicou porquê a empresa adotou o sistema: “usamos videoconferência porque há necessidade de comunicação entre os gerentes de todas as cidades. Além disso, o desgaste das pessoas com avião e carro nas viagens é eliminado com a vantagem de se ter as tomadas de decisão muito mais rápido” completou.
 

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