O Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) colocou sua infraestrutura e seus profissionais no desenvolvimento e produção de máscaras de proteção faciais e ventiladores mecânicos eficazes e de baixo custo. A instituição tem capacidade de produção de aproximadamente cinquenta máscaras por dia, importantes e necessárias para os profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus (covid-19).
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As máscaras serão enviadas, gratuitamente, às prefeituras de São Caetano, São Bernardo do Campo e Santo André, que farão a distribuição aos hospitais mais necessitados da região, além do Hospital das Clínicas.
A iniciativa partiu de um projeto norte-americano e conta com a participação de alunos, ex-alunos e colaboradores. O IMT explica que as máscaras são de baixo custo porque não há intermediários, usando matéria-prima própria da instituição. São utilizadas máquinas de corte a laser e, na parte da frente, polímero de alta qualidade, eficaz para evitar a propagação e contágio de doenças transmissíveis pela saliva e fluidos.
Escassez de ventilador mecânico
O principal efeito do covid-19 é a insuficiência respiratória. Os alvéolos pulmonares deixam de fazer as trocas gasosas — o oxigênio mal entra, o gás carbônico mal sai. E quando se chega a esse ponto, a alternativa é buscar um hospital para que os médicos façam alguma coisa — ou melhor, especificamente para que eles deem o suporte de uma ventilação mecânica.
No entanto, com mais de 4 mil casos confirmados, estima-se que, em breve, vai faltar ventilador mecânico no Brasil, assim como acontece na Itália e Estados Unidos. O engenheiro e ex-aluno do IMT, Marco Veiga, apresentou ao responsável pelo FabLab Mauá, Rodrigo Mangoni Nicola, um protótipo de ventilador mecânico de baixo custo.
“A ideia inicial veio da Europa. Mas, o aperfeiçoamento e desenvolvimento, totalmente nacional, foi feito pelos alunos do FabLab Mauá. A comunidade médica de Santo André já aprovou o segundo protótipo. Porém, ele só pode ser utilizado em caso de extrema necessidade e colapso do sistema de saúde, com a devida autorização e aprovação das autoridades competentes, como a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, diz Nicola.
Para a produção do ventilador em larga escala acontecer, o IMT está negociando parcerias com as montadoras da região. “Temos as mentes pensantes, mas não estrutura para produzir ventiladores mecânicos em grande quantidade. Vamos aguardar a conclusão das próximas etapas junto aos órgãos competentes e, havendo a aprovação e necessidade, estaremos prontos para fornecer ventiladores. Enquanto isso, vamos continuar trabalhando”, diz.
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