Companhia possui seis projetos pilotos baseados em conectividade criados sob demanda; ônibus conectados em São Paulo é um deles.
Há cerca de um ano e meio, a integradora de soluções 2S Inovações Tecnológicas decidiu investir no setor de Internet das Coisas (IoT). A estratégia da empresa tem como base trazer a infraestrutura básica para o cliente aderir à tecnologia, proporcionando a conexão Wi-Fi necessária para conectar os dispositivos, o que João Paulo Wolf, diretor de Soluções e Serviços da companhia, chama de “construir o caminho para o IoT”.
É preciso destacar que a 2S não desenvolve soluções em IoT para os clientes. “Nosso foco é entender o problema do cliente e, junto com nossos parceiros, trazer soluções para a demanda”, explica Mirella Damaso Vieira, gerente de Desenvolvimento de Negócios em IoT da 2S.
A cadeia de parcerias abrange cerca de dez empresas, incluindo multinacionais, como a Cisco, Honeywell e Schneider, além de companhias brasileiras e até mesmo uma irlandesa Dabra. “Todos são fornecedores de software, hardware ou media, soluções que agregamos nos projetos de IoT”, explica Wolf.
O projeto piloto de ônibus conectados da cidade de São Paulo é um exemplo. Atualmente, 200 ônibus estão testando a solução de conectividade Wi-Fi da 2S, baseada em um modelo de monetização. “Para se conectar, o usuário precisa assistir um vídeo publicitário de 15 segundos. Esse modelo representa um modo de custear o investimento na infraestrutura e gerar novos mercados”, diz o executivo.
Outra solução, já para o mercado de seguradoras, é o guincho conectado. Neste projeto, a 2S fornece rede Wi-Fi tanto para os socorristas quanto o segurado. A disponibilidade de Internet dentro do veículo permite que o primeiro use suas ferramentas de trabalho, enquanto o segundo ganha um conforto a mais durante um período de estresse. Além disso, soluções de telemetria embarcadas no guincho podem ajudar os frotistas e as seguradoras a gerenciar a manutenção dos veículos.
A 2S ainda possui outros quatro projetos pilotos, dois envolvendo conectividade dentro de minas, um com uma distribuidora de energia e outro com transporte privado de passageiros.
“Vemos o mercado de IoT com otimismo”, aponta Mirella. Isso porque, com a retração da economia, as empresas veem com bons olhos iniciativas de redução de custos ou novas formas de receita. “Mesmo com a crise, a visão das empresas é se fortalecer neste momento para voltar tracionadas quando ela acabar. Deste modo, a que estiver mais preparada vai aproveitar melhor os benefícios do IoT”, afirma.

