Nacional

Intel apostará em PCs em 2014, mas de olho na Internet das Coisas

33% da população brasileira não tem PC e companhia enxerga oportunidade.

Durante o Intel Press Summit 2013, a Intel informou que não deixará de lado os investimentos em PCs em 2014, declarando as oportunidades de crescimento no Brasil e ressaltando a aposta da companhia com a Internet das Coisas.

A conectividade pode mudar o dia a dia das cidades, otimizando o transporte público, saúde e segurança. Fernando Martins, presidente da Intel do Brasil, citou uma pesquisa da IDC e EMC que afirma que até 2020 cada indivíduo terá cerca de 26 dispositivos conectados em rede – número que não contabiliza apenas smartphones e tablets, mas sensores e tecnologias pequenas, que podem ser até ingerível. “Já existem start-ups desenvolvendo esse tipo de tecnologia para área da saúde”, conta.

“Serão 200 bilhões de dispositivos conectados à internet, uma oportunidade de negócios diferente. É algo que permite uma computação mais pessoal e conectada”, ressalta.

A Internet das Coisas, segundo ele, pode crescer nos mercados emergentes, que têm apresentado uma adoção rápida de tecnologias. “Os volume de dados passam a ser consumidos não apenas por humanos, mas por máquinas”, lembra.

Os PCs

Martins firma que cerca de 33% da população brasileira ainda não tem PC em casa e há uma oportunidade de crescimento e adoção dos dispositivos por essa parte da população.

“O preço do PC caiu 61,2% nos últimos anos, enquanto a inflação aumentou. A máquina tem capacidade diferente de tudo que tinha na  década passada. Esse é um momento de oportunidade”, ressalta.

O executivo diz que a Intel tem investido em dispositivos ‘all-in-one’, cujos preços de desktops com telas maiores, que se o usuário quiser, pode ser usada para assistir conteúdos de vídeo, como uma televisão ou tablet e nos notebooks e ultrabooks 2 em 1 ‘destacáveis’, que também funcionam como tablets.

“O desktop está longe de morrer no Brasil. Nós somos móveis. Não só na classe C, mas em business haverá mais uso de desktop. Mobilidade não é uma característica de todos”, e lembra que os desktops ainda representam 41% das vendas de PCs no Brasil, e considera isso saudável, por causa das mudanças tecnológicas que o mercado tem vivenciado.

*Mayra Feitosa está cobrindo o Intel Press Summit em Florianópolis (SC) a convite da Intel

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