HPE Networking Summit 2025 SP

IA muda papel dos integradores e acelera renovação das redes corporativas, diz CEO da Binário

A inteligência artificial generativa deixou de ser um experimento de laboratório para se tornar um componente estrutural nas estragégias corporativas. Essa é a avaliação de Bruno Adorno, CEO do Grupo Binário. Segundo ele, 2024 marcou o início da virada, mas foi em 2025 que a adoção ganhou maturidade e impacto real, principalmente nas operações de TI.

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Adorno explica que a principal transformação está na passagem do atendimento reativo para o suporte proativo, impulsionado por ferramentas embarcadas de IA em hardware, software e plataformas de observabilidade. Em vez de esperar o cliente sentir um problema e abrir um chamado, os integradores passaram a identificar tendências de falha, gargalos e anomalias antes de elas causarem impacto negativo às operações. “Hoje conseguimos avisar o cliente antes que ele perceba a dor. Isso muda completamente a relação e nos posiciona como verdadeiros trusted advisors”, afirma.

O aumento explosivo da geração e circulação de dados – impulsionado por videochamadas, aplicações colaborativas, automação e agora IA generativa aplicada aos negócios – criou um ambiente mais complexo e interdependente. O que antes era tratável por análise humana, hoje demanda correlação massiva e contínua entre diferentes camadas da infraestrutura. Para Adorno, chegamos ao “limite humano” dessa capacidade. A IA embarcada, diz ele, tornou-se essencial para interpretar essa nuvem de informações e apontar a causa raiz de falhas na rede, no Wi-Fi ou em equipamentos distribuídos.

A falta de mão de obra qualificada permanece como um desafio do setor. Mas, segundo Adorno, a IA tem ajudado a mitigar essa lacuna ao potencializar o trabalho dos técnicos, permitindo que profissionais cuidem de mais ambientes com mais precisão. A automação também reduz a necessidade de longas investigações manuais, já que o próprio sistema indica possíveis causas e caminhos de solução.

A modernização das redes corporativas, entretanto, não acontece de forma abrupta. Adorno compara a transição ao “ato de trocar a turbina com o avião em voo”. A evolução é gradual e segue o ciclo natural de atualização dos hardwares que agora já trazem camadas nativas de IA. Quando um parque de equipamentos se aproxima da troca, entra em cena a demonstração das novas soluções, que rapidamente conquistam a equipe técnica pela eficiência no diagnóstico e na prevenção de falhas.

Para 2026, o executivo antecipa um ano decisivo. Se 2024 foi o início da virada e 2025 consolidou os primeiros casos reais, o próximo ano deve marcar o “aterrissar das grandes oportunidades”, com projetos de larga escala sendo efetivamente implementados. O desafio, diz ele, será a capacidade operacional para entregar tudo dentro do prazo.

“O mercado brasileiro está entrando em um ciclo de renovação acelerada das redes, impulsionado pela IA. Agora é o momento de transformar os conceitos testados e validados em projetos concretos”, conclui Adorno. Assista à entrevista completa no IPNews.

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