Área de Inteligência da empresa se apoia na metodologia Mini-Harvard, realizando análise da indústria, dos competidores, fortalezas e fraquezas internas e alternativas.
Há 10 anos no Brasil, a Metlife, empresa especializada em seguros de vida, planos odontológicos e de previdência, cresceu organicamente, e adotou como estratégia de vendas distribuir os seus produtos por meio de corretores e de parcerias com banco de canais e de afinidade.
E para ajudar na tomada de decisão, em 2008 incorporou a Inteligência Competitiva em seu Planejamento Estratégico. “No início, o nosso escopo foi saber qual era o nosso plano de competição, definindo os KIT’s, para então iniciarmos o mapeamento das fontes, coleta e análise”, disse Glauber Cesar Silva e Silva, especialista de planejamento estratégico da Metlife, durante a 11ª Conferência Anual de Inteligência Competitiva, organizada pelo IBC.
No painel ‘Incorporação de Práticas de Inteligência Competitiva no Processo de Planejamento Estratégico da Metlife’, Silva explicou que a área de Inteligência da empresa se apoia na metodologia Mini-Harvard, realizando análise da indústria, dos competidores, fortalezas e fraquezas internas e alternativas.
“Para saber como está o mercado no ambiente externo, fazemos o panorama do mercado e das tendências do macroambiente; analisamos a indústria, índice de penetração, ranking, estrutura de custos dos grupos estratégicos, análise dos canais de distribuição”, explicou Silva.
Segundo o executivo, todos esses processos são fundamentais para ajudar na tomada de decisão. “Por exemplo, analisando os canais, percebemos que estava crescendo a venda de planos odontológicos via corretores, que é um canal que utilizamos bastante. Decidimos então investir nesta área”, contou Silva.
A empresa também utiliza a análise dos ‘quatro cantos’ para a análise dos competidores. Outra ferramenta adotada pela área é a de preposição de valor, para identificar as fontes de vantagens competitivas para o segmento alvo de clientes. “Neste caso, é indicado ter uma pesquisa de mercado para saber o que o seu cliente quer. Por esse método, identificamos os atributos diferenciadores e também os de baixo desempenho”, conta Silva. A Metlife também faz um mapeamento de atividades, para saber como irá trabalhar as atividades da companhia para entregar como valor para o cliente.
“Com essas análises anteriores chegamos as alternativas estratégicas, identificando oportunidades e ameaças”, afirma Silva. A empresa então faz o mapa ‘Do’s and Don’ts’ para delimitar o escopo de atuação da companhia. Com ele, os executivos são orientados quanto aos planos de ação da empresa, já que ele possui definido o target a ser trabalhado, o produto, entre outros pontos. “Por fim, fazemos a declaração estratégica, que comunica de forma clara e sintética o plano estatégico da empresa”, finalizou o especialista.

