Estratégias

Inteligência Competitiva também para as PMEs

Embora o conceito de Business Intelligence seja novo para as pequenas e médias empresas, os executivos têm, pouco a pouco, compreendido a importância da inteligência para o crescimento e a sobrevivência dos negócios.

 

“Inteligência Competitiva para Pequenas e Médias Empresas: Como superar a concorrência e desenvolver um plano de marketing para sua empresa”

“Inteligência Competitiva para Pequenas e Médias Empresas: Como superar a concorrência e desenvolver um plano de marketing para sua empresa”

A Inteligência Competitiva está sendo percebida pelas pequenas e médias empresas como estratégia para elaboração de planos de marketing, planos de venda e planos de desenvolvimento de negócios. Assim, o crescimento de uma empresa de forma sustentável passa, cada vez mais, pela análise do mercado de atuação de seus concorrentes e, acima de tudo, de seus clientes e consumidores.

Para entender melhor o assunto, o Portal Meta-Análise conversou com Alfredo Passos, partner da Knowledge Management Company e professor de Inteligência Competitiva da ESPM, que está lançando o livro “Inteligência Competitiva para Pequenas e Médias Empresas: Como superar a concorrência e desenvolver um plano de marketing para sua empresa”. Na obra, o autor mostra que a Inteligência Competitiva é um programa sistemático ético para a coleta, análise e gerenciamento de informações externas que pode afetar os planos, decisões e operações de uma empresa.

Segundo Passos, a prática ainda não é usual no mercado brasileiro pela seguinte razão: normalmente o empreendedor, principalmente se inexperiente, está focado no seu negócio, na sua empresa, e muitas vezes esquece de acompanhar as tendências de mercado. “Com isso, perde-se uma visão que poderia ser extremamente importante para o negócio”, define.

Ele explica ainda, que é importante, mesmo para pequenas empresas, estar atento à Inteligência Competitiva pois, a medida que o negócio enfrenta concorrência, é preciso adotar uma metodologia para acompanhar as ações e tendências dos concorrentes, que podem ser inovadoras e ditar como o mercado vai funcionar. “A Dell, por exemplo, em vez de vender somente em lojas passou a comercializar diretamente pelo site. Com isso, criou uma possibilidade para as empresas médias e pequenas, que também podem seguir o mesmo caminho”, exemplifica.

Para uma pequena empresa criar uma área responsável por Inteligência de Mercado, Passos explica que, primeiramente, é preciso identificar as necessidade do empresário, que geralmente é quem toma as decisões em companhias de menor porte. “Se eu não sei quais são essas necessidades vou trabalhar sob um ponto de vista totalmente aleatório”, diz. Depois, é preciso coletar as informações, escolhendo quais serão as fontes utilizadas, que podem ser pessoas, internet, jornais, entre outros. Em terceiro lugar vem a análise dessas informações, a conclusão que irá transformar os dados em inteligência. Finalmente, vem a apresentação das informações para quem decide as estratégias da empresa. “Se eu trabalho com um empresário que goste de números, vou criar uma apresentação numérica. Caso se trate de alguém com uma característica mais intuitiva, a linguagem é outra”, orienta o especialista.

Quando se fala em BI, o ponto crítico apontado por Passos é que, enquanto as grandes corporações contam com um profissional de TI para fazer um plano diretor de pequeno, médio e longo prazo, grande parte das empresas de menor porte não tem esse profissional, e, muitas vezes, também não tem o conhecimento na área para saber qual solução é mais apropriada para o próprio negócio. Outro ponto crítico é o empresário não ter um olhar interno, não saber quais os seus objetivos para, assim, adquirir a ferramenta correta. “Os profissionais de TI têm toda a capacitação para oferecer o know-how ideal para as pequenas empresas. Mas o empresário deve definir o seu plano de negócios para assim decidir qual tecnologia melhor se adequa às suas necessidades”, explica o professor.

Um caminho positivo para essas empresas é a utilização do software como serviço (Software as a Service ou SaaS), modelo em que os empresários que estão focados em outras atividades e não tem recursos suficientes para adquirir uma completa estrutura tecnológica, possam, através do pagamento de um "aluguel", utilizar toda a tecnologia de ponta necessária à sua estratégia de negócios.

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