Análise Setorial

Intenção de compra no Natal apresenta queda

Índice de consumidores que pretendem efetuar compra de bens duráveis no quarto trimestre é de 56%, queda de 22 p.p. em comparação com o mesmo período de 2011.

Datas sazonais como Dia das Crianças e Natal devem contribuir com um leve crescimento do varejo no último trimestre de 2012. O índice de consumidores que pretendem comprar neste período apresenta moderada alta de 2,2% em comparação com o terceiro trimestre deste ano, passando de 53,8% para 56%. Porém, foi registrada queda de 22% em relação ao mesmo período de 2011, em que foi registrado o patamar de 78%, maior índice, segundo dados da “Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo – Outubro a Dezembro de 2012”, realizado pelo Provar (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a Felisoni Consultores Associados.

A amostra, feita com  consumidores da cidade de São Paulo, analisa a intenção de compra e de gasto em relação a diversas categorias de produtos, avaliando também a utilização de crédito nas compras de bens duráveis.

Segundo Claudio Felisoni de Angelo, Presidente do Conselho do Provar, os consumidores devem utilizar o período para organizar suas finanças pessoais. “Estima-se para este ano um crescimento das vendas, varejo ampliado, da ordem de 8,4%. No ano passado, tal expansão foi de 7% em números redondos. A comparação dos dois anos revela o impacto das medidas do governo. Calcula-se que se tais medidas não fossem editadas o crescimento do consumo seria 2% menor. Os dados da pesquisa de intenção de compra recolocam o consumo na trajetória anterior, ou seja, antes do início do ciclo de otimismo, o que revela os limites da política do governo de expansão do PIB por meio do consumo”.

Dentre as categorias analisadas, o item “Vestuário e Calçados” desponta como o de maior intenção de compra com 26,6%, seguido por “Viagem e Turismo” (12,4%) e “Informática” (10,8%). Já os produtos de menor interesse de consumo são: “Cine e Foto” e “Automóveis e Motos”, com 4,4%, e “Eletroportáteis”, que registrou 3,2%.

A pesquisa apontou ainda a estabilidade do varejo virtual, análise feita em parceria com a e-bit, que apresentou leve queda de 0,9% na aquisição de produtos pela Internet no quarto trimestre (85,8%), em comparação com o terceiro (86,7%). Já em comparação com o quarto trimestre de 2011 a queda foi de 0,5%.

O estudo também apontou que 9,4% da renda familiar poderá ser disponibilizada para novos gastos. Ao todo, os maiores comprometimentos financeiros das famílias se concentram em Educação (22,6%), Alimentação (20,9%) e Crediário (18,9%).

 

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