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Intenção de compras no primeiro trimestre de 2012 cai

Índice de consumidores que pretendem efetuar compras de bens duráveis no período é de 60,6%, indicador mais baixo desde 2009 quando foi registrado 66,6%.

O índice de consumidores que pretendem comprar algum bem durável no primeiro trimestre de 2012 teve queda de mais de 17 p.p. em relação ao quarto trimestre de 2011, caindo de 78% para 60,6%. É o que revela a “Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo”, realizada pelo Provar (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a Felisoni Consultores Associados.

Em relação ao primeiro trimestre de 2011, ocorreu também uma redução de 11,2 p.p., ou seja, uma diminuição também expressiva se comparada ao índice registrado no mesmo período do ano passado, 71,8%. Mantendo a comparação entre iguais trimestres (primeiro) desse ano e de 2011 verificaram-se reduções para quase todas as linhas, exceto “Automóveis”, “Linha Branca” e “Cama, Mesa e Banho”.

A amostra, feita com 500 consumidores da cidade de São Paulo, analisa a intenção de compra e de gasto em relação a dez categorias de produtos (Linha Branca, Eletroeletrônicos, Telefonia e Celulares, Informática, Automóveis e Motos, Cine e Foto, Material de Construção, Cama, Mesa e Banho, Móveis e Eletroportáteis) e avalia a utilização de crédito nas compras de bens duráveis.

As categorias com maior intenção de compras no período são: “Material de Construção” (9,8%), “Automóveis e Motos” (9,4%) e “Informática” (8,4%). No primeiro trimestre do ano passado as categorias mais mencionadas eram: “Eletroeletrônicos” (12,4%), “Material de Construção” (10,2%) e “Informática” (9,8%).

Para o Presidente do Conselho do Provar, Claudio Felisoni de Angelo, o Natal é responsável por um grande volume de compras. “O resultado mostra que as medidas tomadas em dezembro atenuaram as quedas previstas para o fim de 2012, mas não foram suficientes para sustentar o ânimo das pessoas ao longo do primeiro trimestre de 2012”, afirma.

A pesquisa investiga também a intenção de compra dos internautas. O índice calculado com base em uma amostra de 4.275 pessoas revelou um comportamento estável em relação ao quarto trimestre de 2011 (86,4%) e 2012 (82,8%), uma queda de 3.6 p.p. comparativamente ao primeiro trimestre de 2011. É importante registrar que a amostra composta pelos internautas é constituída por indivíduos com renda média substancialmente maior que a dos consumidores médios brasileiros. Além disto, embora a velocidade de expansão das vendas pela internet seja muito maior que a registrada nas lojas tradicionais, o total comercializado pela internet ainda representa um percentual pequeno das vendas totais.

 

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