VoIP

Interconexão para operadoras IP: quem resolve esta questão?

O último debate promovido durante o IPComm 2008 reuniu representantes de operadoras de serviços por IP e marcou uma nova era para o setor: a busca pela interconexão entre as próprias operadoras VoIP, e entre elas e as redes das incumbents.

“Se as operadoras IP não tomarem a iniciativa, ninguém tomará por elas”, inicia assim o debate coordenado por Álvaro Marques, organizador do evento. Ele salienta que, em países mais desenvolvidos, as redes de todas as operadoras desse tipo de serviço já estão interligadas em IP, e o peering, geralmente, foi feito por elas mesmas.

Para Rodrigo Viana, diretor da Inteco, a falta de padronização do início das atividades das operadoras VoIP é o quê, ainda hoje, inviabiliza o tráfego entre as redes. “Todos nós sentados aqui (se referia a outros operadores) queremos interconexão e a primeira questão a ser resolvida é a padronização das infra-estruturas, seja ela exigida pela Anatel ou a partir das nossas iniciativas”, disse.

Se o órgão regulador pode ter o seu impacto direto nas ações tomadas para essas empresas, Lucia Makhlouf, executiva da Transit, avalia que a regulamentação vinda da Anatel imporá mais respeito do que uma combinação entre as operadoras VoIP e, com isso, as incubemts também serão obrigadas a respeitarem a imposição.

Fábio Sulbacher, diretor da Telfree, avalia de outra forma. “São duas situações diferentes: uma é interconexão entre nós mesmos e acho que esse peering de IP nós podemos resolver sem a intervenção da Anatel”, afirmou. “A outra é fazer interconexão com as redes STFC e SMB das operadoras, e, aí sim, teremos que brigar para termos a aprovação do órgão regulador”, complementou. Para ele, a primeira ação facilitará a segunda.

Primeira iniciativa
Daniel Fuchs, vice-presidente de tecnologia da Datora, anunciou a criação de um documento inicial para reger a interconexão entre as operadoras IP. Ele convocou os participantes do IPComm para discutirem o tema. “Sugiro que criemos um fórum de poucos dias e, assim, definamos o mais rápido possível as ações que deverão ser tomadas”.

“O que não nos falta são subsídios para provar o quando o mercado é promissor”, diz Fuchs. Ele cita o crescimento do acesso à banda larga de 40% ao ano e o aumento de 21% do setor de telecomunicações neste ano (veja reportagem sobre eletroeletrônicos publicada ontem, 04.12 pelo IPNews).

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