De acordo com Rogério Santanna, presidente da Telebrás, distribuição de internet no Brasil só acontece em cidades rentáveis.
No III Seminário TelComp 2010, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, comentou que o Plano Nacional de Banda Larga brasileiro terá problemas de implementação, devido ao monopólio de grandes operadoras e aos altos impostos.
Inicialmente, Santanna afirmou que o que tem em comum entre o PNBL brasileiro e os de outros países, é que as políticas não são suficientes para resolver todos os problemas. “No plano australiano, por exemplo, houve concentração em uma única empresa, que detinha 95% das ações, o que levou o governo a intervir e propor um acordo de parceria, mas nenhuma outra empresa apareceu para se tornar sócia. Ou seja, não houve, de fato, a competição”, alerta ele.
O presidente da Telebrás defende que há empresas menores que têm condições de, posteriormente, oferecer o serviço em outros lugares, mas os impostos são obstáculos para a maioria delas. Ele afirma que, mesmo que os tributos forem extraídos do atual serviço e este ser comparado a de outros países, a taxa brasileira ainda é significativa.
“95% dos acessos vendidos no Brasil são feitos por, no máximo, cinco operadoras. Ou seja, mesmo em grandes cidades, essa distribuição da internet está cravada em cidades mais rentáveis. Atualmente, se vê o serviço em somente 184 cidades brasileiras”, explica Santanna.

